Transcrito da Folha de S. Paulo
Procuradoria inova e move ação em formato de vídeo
Em Mato Grosso do Sul, procurador narrou e filmou drama de comunidade
No vídeo, agricultores que foram prejudicados por suposto desvio de recursos relatam deficiências do projeto
RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
Em vez de papel, um DVD. Um vídeo de 23 minutos foi protocolado como ação civil pública na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul pelo Ministério Público Federal.
O material registra os resultados de uma investigação que apurou supostos desvios e má gestão de recursos federais em projeto destinado a pequenos agricultores de Rochedo (a 97 quilômetros de Campo Grande).
Com imagens e narração, o procurador Ramiro Rockenbach fundamentou a ação. Segundo ele, a intenção do que chamou de "processo-filme" foi apresentar "a dura realidade vivida pelos trabalhadores rurais no local".
"Mais que documentos e laudos, queríamos que as pessoas tivessem voz." No vídeo, agricultores prejudicados pelo suposto desvio relatam deficiências do projeto.
Além do vídeo, o procurador resolveu apresentar uma petição em papel, pois havia o receio de que o juiz não aceitasse o material, por ser uma situação inédita.
O projeto foi lançado em 2001 para criar alternativas de renda para sitiantes ligados à Amap (Associação dos Micro Agricultores e Piscicultores de Mato Grosso do Sul).
Segundo a Procuradoria, cerca de R$ 500 mil em recursos federais foram liberados para financiar a construção de galpões, redes de energia, açudes e poços artesianos.
A implantação ficou a cargo do governo do Estado, por meio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural).
Questionada durante as investigações, a agência falou que o projeto havia sido "plenamente executado".
A Procuradoria afirma, porém, que "as imagens contradizem as palavras", uma vez que os poços não funcionam, o açude não existe e as casas têm rachaduras.
A ação afirma que presidentes de associações se apropriaram de valores.
A Justiça já determinou a citação dos acusados.
Em nota, a Agraer disse que o projeto foi conduzido por outro órgão, extinto há cinco anos, e a gestão dos trabalhos ficou com a Amap.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, todos os trechos de vídeo que representem provas devem ser declarados como válidos, uma vez que a Justiça considera os meios audiovisuais como documentos para fins de comprovação de alegações.
A questão da legalidade da utilização do vídeo surge quando ele substitui os fundamentos e pedidos escritos.
Para o chefe do departamento de direito processual da USP Flávio Yarshell esse tipo de uso "não é propriamente inválido porque pode atingir os objetivos de documentar o ato, proporcionar o exercício da defesa e permitir ao juiz o conhecimento do conteúdo das alegações".
Já segundo o presidente da comissão da Sociedade Digital da OAB-SP, Augusto Marcacini, o uso do vídeo é ilegal, "pois as manifestações à Justiça devem ser compatíveis com os padrões de todos. É uma pirotecnia dispensável que pode comprometer o direito de defesa".
Colaborou GUSTAVO HENNEMANN, de São Paulo
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Membro da Igreja Batista Regular da Fé - Mossoró/RN. Formado em Agronomia pela UFERSA e Direito pela UERN. Servidor do TRT da 21ª Região. Torcedor do Vasco. Comentários sobre vida cristã, família, esporte, música, política, direito e os assuntos que mais chamam a atenção na internet e na mídia no momento.
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sábado, 9 de abril de 2011
Procuradoria inova e move ação em formato de vídeo
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sábado, abril 09, 2011
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Internet via luz vira realidade nos EUA
Do Gizmodo Brasil

Primeiro começamos a usar banda larga com fios telefônicos. Mas eles estão sobrecarregados, então a internet via rede elétrica pode ajudar. E agora usamos redes Wi-Fi, que interferem em outras redes sem fio e, onde muitos usam a mesma conexão, também estão sobrecarregadas. A solução? Internet via luz. E o mais legal? Poderemos ver internet via rede elétrica e distribuída via luz em breve.
Isso é o que espera John Pederson, criador do sistema LVX, que utiliza sistemas de iluminação para ligar computadores à internet. Internet via luz não é novidade, mas até então era algo visto apenas em laboratórios de universidades – este é um sistema real, que já será implantado na prefeitura de St. Cloud, nos EUA.
E como o LVX funciona? Basta instalar um conjunto de LEDs no teto e transmitir para elas, com o transceptor da foto acima, as informações em formato binário: a luz acesa equivale ao valor 1; a luz apagada, ao valor 0. As LEDs piscam rapidamente, de forma imperceptível ao olho humano, e um sensor ligado ao computador capta os dados, processando-os e os exibindo na tela do computador. Não há ondas eletromagnéticas no processo que interfiram em serviços como celular e televisão, e a internet via luz atinge velocidades de até 3Mbps.
A parte de internet via rede elétrica deve chegar ano que vem: segundo Pederson, o sistema LVX deve ser melhorado para atingir velocidades maiores, e ele planeja vender a internet via luz para assinantes de banda larga via rede elétrica nos EUA. Veja aqui um vídeo para saber mais como funciona o LVX. Tweet
Primeiro começamos a usar banda larga com fios telefônicos. Mas eles estão sobrecarregados, então a internet via rede elétrica pode ajudar. E agora usamos redes Wi-Fi, que interferem em outras redes sem fio e, onde muitos usam a mesma conexão, também estão sobrecarregadas. A solução? Internet via luz. E o mais legal? Poderemos ver internet via rede elétrica e distribuída via luz em breve.
Isso é o que espera John Pederson, criador do sistema LVX, que utiliza sistemas de iluminação para ligar computadores à internet. Internet via luz não é novidade, mas até então era algo visto apenas em laboratórios de universidades – este é um sistema real, que já será implantado na prefeitura de St. Cloud, nos EUA.
E como o LVX funciona? Basta instalar um conjunto de LEDs no teto e transmitir para elas, com o transceptor da foto acima, as informações em formato binário: a luz acesa equivale ao valor 1; a luz apagada, ao valor 0. As LEDs piscam rapidamente, de forma imperceptível ao olho humano, e um sensor ligado ao computador capta os dados, processando-os e os exibindo na tela do computador. Não há ondas eletromagnéticas no processo que interfiram em serviços como celular e televisão, e a internet via luz atinge velocidades de até 3Mbps.
A parte de internet via rede elétrica deve chegar ano que vem: segundo Pederson, o sistema LVX deve ser melhorado para atingir velocidades maiores, e ele planeja vender a internet via luz para assinantes de banda larga via rede elétrica nos EUA. Veja aqui um vídeo para saber mais como funciona o LVX. Tweet
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Casa segura a distância
Transcrito do portal IG
Descubra como monitorar e proteger seu lar de qualquer lugar do mundo
Foto: Divulgação
Os sistemas de vigilância por vídeo são muito procurados. As imagens são gravadas e acompanhadas por uma central
“Existem desde as convencionais, que não pesam muito no orçamento, até aquelas que envolvem tecnologia de ponta e exigem um bom investimento”, afirma Rogério Garcia Ribeiro, gerente de produtos da Schneider Eletric.
Entre as mais procuradas, destaque para os sistemas de vigilância por vídeo, o famoso Controle Fechado de TV (CFTV). “Eles são muito eficientes. As imagens são gravadas e acompanhadas por uma central”, diz Marcos Roberto, gerente da divisão eletrônica do Grupo GR.
A instalação é simples e deve ser feita por profissionais capacitados. “Mas antes de contratar qualquer serviço é essencial buscar referências da empresa”, alerta. O equipamento usado também deve ser de qualidade para assegurar a tranquilidade dos moradores. “É essencial que todas as câmeras tenham zoom e visão noturna”, afirma Vanessa Malerba, gerente comercial da SMS.
Automação residencial
Outras alternativas envolvem automação residencial. Uma forma muito usada para afastar o perigo é a simulação de presença. Mesmo em outro país, o morador pode planejar funções, como acender as luzes e abrir as persianas. “Em nosso sistema há a opção pré-programada chamada viagem, que é muito eficaz e ajuda a evitar possíveis tentativas de invasão”, diz Ribeiro.
A iHouse, por exemplo, possui um serviço chamado SmartEye. Com ele, é possível acompanhar como está sua casa de qualquer lugar do mundo. “Basta ligar o computador ou um smartphone e ficar de olho em seu patrimônio”, ressalta Sérgio Corrigliano, engenheiro e gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa. As imagens são verificadas e gravadas diariamente e cada proprietário tem um controle de acesso com senha pessoal.
Foto: Divulgação
É possível acompanhar como está sua casa de qualquer lugar do mundo, apenas ligando o computador ou um smartphone
Depois, chega a vez dos engenheiros entrarem em cena e sugerirem a melhor solução para cada cliente. O próximo passo é começar a instalação dos equipamentos. Há dois modos disponíveis: com ou sem fio. “A tecnologia wireless é mais ágil e evita quebra-quebra. Ela pode ser incorporada sem dificuldades mesmo depois que a casa estiver construída”, diz Corrigliano.
Mas se você optar pelo sistema tradicional, apesar de fio parecer coisa do passado, ele pode ser mais eficaz do que se imagina. “Como a maioria das construções no Brasil é de alvenaria, o sinal wi-fi não se propaga com tanta facilidade como em países que usam drywall nas paredes”, comenta Ribeiro. Nesses casos, é indicado prever a instalação durante o planejamento da casa.
Gostou da ideia? Então prepare o bolso, pois para ter esse aparato ao seu dispor é preciso investir uma quantia considerável. “Para implantar o sistema de monitoramento em apenas um ambiente do seu lar é preciso aplicar, no mínimo, R$ 7 mil”, conta Corrigliano. Mas vale lembrar que cada caso é único. É importante entrar em contato com as empresas para verificar os serviços disponíveis e seus respectivos valores.
Conforto garantido
Um dos principais benefícios da automação residencial, segundo Vanessa, é poder trabalhar sossegada enquanto observa a rotina dos filhos pelo celular – com a ajuda das câmeras instaladas pelos ambientes.
Outra vantagem é a redução do consumo de energia e água. “É possível determinar o desligamento da eletricidade para certos cômodos em horários específicos ou programar a caixa d’água para encher apenas uma vez ao dia”, afirma Ribeiro.
Há também a vantagem de estar em outra cidade e conseguir liberar o acesso à casa. “Basta verificar pela internet quem é o visitante inesperado e abrir a porta em questão de segundos”, comenta Corrigliano. Tweet
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
EUA: censura à internet pode estar a caminho
André Machado, O Globo
Está em tramitação no Congresso americano um projeto de lei que pode sacudir a internet. Se aprovada, a lei, batizada como Combating Online Infringement and Counterfeits Act, daria poder ao governo dos Estados Unidos de mandar bloquear qualquer site ou domínio que hospede conteúdo violando direitos autorais.
E não é só essa a ameaça à privacidade na rede mundial. Segundo o jornal "The New York Times", diretores do FBI, a polícia federal americana, já se reuniram com executivos da Google e do Facebook, entre outras empresas, para discutir uma proposta que torne mais fácil grampear internautas.
Os agentes querem reforçar uma lei de 1994 chamada Communications Assistance for Law Enforcement Act, para enquadrar mais as empresas do mundo on-line.
Segundo essa lei, as operadoras de telecomunicações e os provedores de internet e banda larga devem estar sempre dispostas a cumprir ordens judiciais que exijam escutas telefônicas, e o FBI quer estendê-las também a gigantes como Google e Facebook, já que as pessoas cada vez mais usam suas ferramentas para se comunicar on-line.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Celular: Pesquisa liga proximidade de antena a maior risco de câncer
Quem vive a até 100 m de antena de celular tem 33% mais risco de morrer de câncer do que a população geral, diz pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais.
A engenheira Adilza Condessa Dode, 52, cruzou dados sobre mortes por tumores entre 1996 e 2006 em Belo Horizonte com áreas onde essas pessoas moravam e a localização das antenas de celular. Ela elegeu tumores já associados esse tipo de radiação: próstata, mama, pulmão, intestino, pele e tireoide.
Em um raio de até mil metros das antenas, o risco foi maior. " O celular você desliga. A antena, não."
O médico Edson Amaro Jr., professor de radiologia da USP, pondera que o estudo não é fechado. Isto é, não foram controlados os hábitos de quem morava perto das antenas. "Esse tipo de estudo não é o ideal, mas também não há muitas alternativas."
O engenheiro Alvaro Augusto Salles, professor de telecomunicações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou um modelo do cérebro baseado na tomografia de uma criança para simular efeitos da radiação.
Ele explica que as ondas têm efeitos térmicos (por isso a orelha esquenta quando se usa o celular) e não térmicos. Esses podem causar quebras nas fitas que formam a dupla-hélice do DNA, levando a mutações e a tumores.
Os riscos são maiores nas crianças, cujos tecidos estão se reproduzindo mais rápido.
Salles diz que, quando usamos o celular encostado na orelha, 75% da energia que seria usada na conexão é absorvida pela cabeça.
Para o engenheiro, se os celulares usarem antenas que direcionem a energia para o lado oposto ao da cabeça, o risco cairá muito. "O futuro é essa tecnologia, mas está demorando. São 5 bilhões de usuários. Mesmo que o risco seja pequeno, muitos podem ser afetados." Tweet
A engenheira Adilza Condessa Dode, 52, cruzou dados sobre mortes por tumores entre 1996 e 2006 em Belo Horizonte com áreas onde essas pessoas moravam e a localização das antenas de celular. Ela elegeu tumores já associados esse tipo de radiação: próstata, mama, pulmão, intestino, pele e tireoide.
Em um raio de até mil metros das antenas, o risco foi maior. " O celular você desliga. A antena, não."
O médico Edson Amaro Jr., professor de radiologia da USP, pondera que o estudo não é fechado. Isto é, não foram controlados os hábitos de quem morava perto das antenas. "Esse tipo de estudo não é o ideal, mas também não há muitas alternativas."
O engenheiro Alvaro Augusto Salles, professor de telecomunicações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou um modelo do cérebro baseado na tomografia de uma criança para simular efeitos da radiação.
Ele explica que as ondas têm efeitos térmicos (por isso a orelha esquenta quando se usa o celular) e não térmicos. Esses podem causar quebras nas fitas que formam a dupla-hélice do DNA, levando a mutações e a tumores.
Os riscos são maiores nas crianças, cujos tecidos estão se reproduzindo mais rápido.
Salles diz que, quando usamos o celular encostado na orelha, 75% da energia que seria usada na conexão é absorvida pela cabeça.
Para o engenheiro, se os celulares usarem antenas que direcionem a energia para o lado oposto ao da cabeça, o risco cairá muito. "O futuro é essa tecnologia, mas está demorando. São 5 bilhões de usuários. Mesmo que o risco seja pequeno, muitos podem ser afetados." Tweet
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Pesquisadora faz alerta sobre celular: "Vamos esperar os cadáveres para agir contra o celular?"
A epidemiologista Devra Davis lidera uma cruzada para fazer as pessoas deixarem o celular longe de suas cabeças. Convencida de que a radiação emitida pelo aparelho lesa a saúde, ela escreveu "Disconnect" (sem edição no Brasil), cuja base são pesquisas que começam a mostrar os efeitos dessa radiação no organismo. Nesta entrevista, ela também perguntou: "Vamos esperar as mortes começarem antes de mudar a relação com o celular?".
Folha - Quais os riscos para a saúde de quem usa celular?
Devra Davis - Se você segurá-lo perto da cabeça ou do corpo, há muitos riscos de danos. Todos os celulares têm alertas sobre isso. As fabricantes sabem que não é seguro. Os limites [de radiação] definidos pelo FCC [que controla as comunicações nos EUA] são excedidos se você deixa o celular no bolso.
Quais os riscos, exatamente?
O risco de câncer é muito real, e as provas disso vão se avolumar se as pessoas não mudarem a maneira como usam os telefones. Trabalhei nas pesquisas sobre fumo passivo e amianto. Fiquei horrorizada ao perceber que só tomamos atitude depois de provas incontestáveis de que danificavam a saúde.
Reconheço que não temos provas conclusivas nesse momento. Escrevi o livro na esperança de que meu status como cientista tenha peso, e as pessoas entendam que há ameaça grave à saúde e podemos fazer algo a respeito.
Mas há estudo em humanos que dê provas categóricas?
Quando você diz "provas", você quer dizer cadáveres? Você acha que só devemos agir quando já tivermos prova? Terei que discordar. Hoje temos uma epidemia mundial de doenças ligadas ao fumo. O Brasil também tem uma epidemia de doenças relacionadas ao amianto. Só recentemente vocês agiram para controlar o amianto no Brasil, apesar de ele ainda ser usado. Ninguém vai dizer que nós esperamos o tempo certo para agir contra o tabaco ou o amianto. Estou colocando minha reputação científica em risco, dizendo: temos evidências fortes em pesquisas feitas em laboratório mostrando que essa radiação danifica células vivas.
Qual a maior evidência disso?
A radiação enfraquece o esperma. Sabemos por pesquisas com humanos. As amostras de esperma foram dividas ao meio. Uma metade foi mantida sozinha, morrendo naturalmente. A outra foi exposta a radiação de celulares e morreu três vezes mais rápido. Homens que usam celulares por quatro horas ao dia têm a metade da contagem de esperma em relação aos demais.
Crianças correm mais perigo?
O crânio das crianças é mais fino, seus cérebros estão se desenvolvendo. A radiação do celular penetra duas vezes mais. E a medula óssea de uma criança absorve dez vezes mais radiação das micro-ondas do celular. É uma bomba-relógio. A França tornou ilegal vender celular voltado às crianças. Nos EUA, temos comerciais encorajando celular para crianças. É terrível. Fico horrorizada com a tendência de as pessoas darem celulares para bebês e crianças brincarem. Sabemos que pode haver um vício no estímulo causado pela radiação de micro-ondas. Ela estimula receptores de opioides no cérebro.
Jovens usam muitos gadgets que emitem radiação.
Sim, e eles não estão a par dos alertas que vêm com esses aparelhos. Não é para manter um notebook ligado perto do corpo. As empresas colocam os avisos em letras miúdas para reduzir sua responsabilidade quando as pessoas ficarem doentes.
É possível comparar a radiação de celular à fumaça?
Sim. O tabaco é um risco maior. Mas nunca tivemos 100% da população fumando. Agora, temos 100% das pessoas usando celular. Então, ainda que o risco relativo não seja tão grande, o impacto pode ser devastador.
Nos maços de cigarro, há aquelas fotos horríveis. Esse é o caminho para o celular?
Isso é o que foi proposto no Estado do Maine (EUA). Está se formando um grande movimento para alertar as pessoas a respeito dos celulares. Isso é o que aconteceu com o fumo passivo. Vamos começar a ver limites para a maneira e os locais onde as pessoas usam celular. A maioria não sabe que, se você está tentado conversar num celular em um elevador, a radiação está rebatendo nas paredes e fica mais intensa em você e em quem estiver perto.
Além de usar fones, o que é possível fazer para prevenir?
Enviar mensagens de texto é mais seguro do que falar. Ficar com o celular nas mãos, longe do corpo, é bom, e mantê-lo desligado também.
Mas celular é um vício!
Sim. Temos que usá-lo de forma mais inteligente.
RAIO-X
FORMAÇÃO
Doutora em estudos científicos pela Universidade de Chicago e mestre em saúde pública pela Johns Hopkins
ATIVISMO
É fundadora da ONG Environmental Health Trust, que faz campanhas sobre riscos do tabaco, amianto e dos celulares para a saúde
LIVROS
"When Smoke Ran Like Water" (2002), sobre poluição, "The Secret History of the War on Cancer" (2007), sobre as causas ambientais do câncer, e "Disconnect" (2010) Tweet
| A epidemiologista Devra Davis, 64 |
Devra Davis - Se você segurá-lo perto da cabeça ou do corpo, há muitos riscos de danos. Todos os celulares têm alertas sobre isso. As fabricantes sabem que não é seguro. Os limites [de radiação] definidos pelo FCC [que controla as comunicações nos EUA] são excedidos se você deixa o celular no bolso.
Quais os riscos, exatamente?
O risco de câncer é muito real, e as provas disso vão se avolumar se as pessoas não mudarem a maneira como usam os telefones. Trabalhei nas pesquisas sobre fumo passivo e amianto. Fiquei horrorizada ao perceber que só tomamos atitude depois de provas incontestáveis de que danificavam a saúde.
Reconheço que não temos provas conclusivas nesse momento. Escrevi o livro na esperança de que meu status como cientista tenha peso, e as pessoas entendam que há ameaça grave à saúde e podemos fazer algo a respeito.
Mas há estudo em humanos que dê provas categóricas?
Quando você diz "provas", você quer dizer cadáveres? Você acha que só devemos agir quando já tivermos prova? Terei que discordar. Hoje temos uma epidemia mundial de doenças ligadas ao fumo. O Brasil também tem uma epidemia de doenças relacionadas ao amianto. Só recentemente vocês agiram para controlar o amianto no Brasil, apesar de ele ainda ser usado. Ninguém vai dizer que nós esperamos o tempo certo para agir contra o tabaco ou o amianto. Estou colocando minha reputação científica em risco, dizendo: temos evidências fortes em pesquisas feitas em laboratório mostrando que essa radiação danifica células vivas.
Qual a maior evidência disso?
A radiação enfraquece o esperma. Sabemos por pesquisas com humanos. As amostras de esperma foram dividas ao meio. Uma metade foi mantida sozinha, morrendo naturalmente. A outra foi exposta a radiação de celulares e morreu três vezes mais rápido. Homens que usam celulares por quatro horas ao dia têm a metade da contagem de esperma em relação aos demais.
Crianças correm mais perigo?
O crânio das crianças é mais fino, seus cérebros estão se desenvolvendo. A radiação do celular penetra duas vezes mais. E a medula óssea de uma criança absorve dez vezes mais radiação das micro-ondas do celular. É uma bomba-relógio. A França tornou ilegal vender celular voltado às crianças. Nos EUA, temos comerciais encorajando celular para crianças. É terrível. Fico horrorizada com a tendência de as pessoas darem celulares para bebês e crianças brincarem. Sabemos que pode haver um vício no estímulo causado pela radiação de micro-ondas. Ela estimula receptores de opioides no cérebro.
Jovens usam muitos gadgets que emitem radiação.
Sim, e eles não estão a par dos alertas que vêm com esses aparelhos. Não é para manter um notebook ligado perto do corpo. As empresas colocam os avisos em letras miúdas para reduzir sua responsabilidade quando as pessoas ficarem doentes.
É possível comparar a radiação de celular à fumaça?
Sim. O tabaco é um risco maior. Mas nunca tivemos 100% da população fumando. Agora, temos 100% das pessoas usando celular. Então, ainda que o risco relativo não seja tão grande, o impacto pode ser devastador.
Nos maços de cigarro, há aquelas fotos horríveis. Esse é o caminho para o celular?
Isso é o que foi proposto no Estado do Maine (EUA). Está se formando um grande movimento para alertar as pessoas a respeito dos celulares. Isso é o que aconteceu com o fumo passivo. Vamos começar a ver limites para a maneira e os locais onde as pessoas usam celular. A maioria não sabe que, se você está tentado conversar num celular em um elevador, a radiação está rebatendo nas paredes e fica mais intensa em você e em quem estiver perto.
Além de usar fones, o que é possível fazer para prevenir?
Enviar mensagens de texto é mais seguro do que falar. Ficar com o celular nas mãos, longe do corpo, é bom, e mantê-lo desligado também.
Mas celular é um vício!
Sim. Temos que usá-lo de forma mais inteligente.
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| Arte | ||
FORMAÇÃO
Doutora em estudos científicos pela Universidade de Chicago e mestre em saúde pública pela Johns Hopkins
ATIVISMO
É fundadora da ONG Environmental Health Trust, que faz campanhas sobre riscos do tabaco, amianto e dos celulares para a saúde
LIVROS
"When Smoke Ran Like Water" (2002), sobre poluição, "The Secret History of the War on Cancer" (2007), sobre as causas ambientais do câncer, e "Disconnect" (2010) Tweet
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Invasão de privacidade: Agência de paparazzi desenvolve câmera que pode flagrar do alto
Equipamento fica em um pequeno avião controlado do chão por Redação Galileu
Esses pequenos aviões não-tripulados já estão em uso militar principalmente para espionagem . Agora a agência norte-americana de paparazzi Splash News resolveu adaptar a ideia e acoplar uma câmera num pequeno objeto voador para ser controlado do solo.
Os fotógrafos de celebridades, ávidos por um flagra, já poderão perseguir os famosos de cima. A FAA, agência reguladora de aviação nos Estados Unidos, proíbe este tipo de avião espião de empresas privadas de sobrevoarem a residências, mas a regra não diz nada sobre aviões recreacionais.
Segundo a Popular Science, cada vez mais as pessoas estão comprando pela internet e construindo seus aviões não-tripulados. Entidades que lutam por mais privacidade logo se manifestarão. Enquanto isso não acontece e a brecha na lei americana existe, as celebridades que tomem cuidado ao sair no quintal de casa. Tweet
Esses pequenos aviões não-tripulados já estão em uso militar principalmente para espionagem . Agora a agência norte-americana de paparazzi Splash News resolveu adaptar a ideia e acoplar uma câmera num pequeno objeto voador para ser controlado do solo.
Crédito: Microdrone (fabricante de pequenos aviões não-tripulados)
Os fotógrafos de celebridades, ávidos por um flagra, já poderão perseguir os famosos de cima. A FAA, agência reguladora de aviação nos Estados Unidos, proíbe este tipo de avião espião de empresas privadas de sobrevoarem a residências, mas a regra não diz nada sobre aviões recreacionais.
Segundo a Popular Science, cada vez mais as pessoas estão comprando pela internet e construindo seus aviões não-tripulados. Entidades que lutam por mais privacidade logo se manifestarão. Enquanto isso não acontece e a brecha na lei americana existe, as celebridades que tomem cuidado ao sair no quintal de casa. Tweet
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sábado, 30 de outubro de 2010
Robô salva-vidas começa a ser usado em praia da Califórnia
Malibu já usa máquina que pode nadar até 12 vezes mais rápido que humano por Redação Galileu O robô salva-vidas não se parece em nada com robôs tradicionais. Ele mede apenas 30 centímetros e seu formato se assemelha ao de um barco. A máquina recebeu o nome feminino de Emily (Emergency Integrated Lifesaving Lanyard).
Criada para se locomover na água com mais agilidade do que bons nadadores, a máquina pode "nadar" até doze vezes mais rápido que um humano. Ela atinge uma velocidade de 38 km/h graças a um motor de propulsão parecido com os motores usados em jet-skis.
Com um simples controle remoto, Emily pode ser guiada ao local de forma remota até o local do afogamento. A ideia de seus fabricantes é que o afogado se segure no robô, que também serve como boia, e ele guie o caminho de volta até a praia.
Desenvolvido pela empresa Hydronalix, Emily custa US$ 3.500 (R$ 5.900) e pode aguentar várias pessoas agarradas à sua estrutura. Além de servir como apoio aos banhistas, o robô utiliza um sistema de sonar para criar mapas 3D do ambiente ao redor e é capaz de identiticar barulhos de pessoas em perigo. Tweet
Criada para se locomover na água com mais agilidade do que bons nadadores, a máquina pode "nadar" até doze vezes mais rápido que um humano. Ela atinge uma velocidade de 38 km/h graças a um motor de propulsão parecido com os motores usados em jet-skis.
Com um simples controle remoto, Emily pode ser guiada ao local de forma remota até o local do afogamento. A ideia de seus fabricantes é que o afogado se segure no robô, que também serve como boia, e ele guie o caminho de volta até a praia.
Desenvolvido pela empresa Hydronalix, Emily custa US$ 3.500 (R$ 5.900) e pode aguentar várias pessoas agarradas à sua estrutura. Além de servir como apoio aos banhistas, o robô utiliza um sistema de sonar para criar mapas 3D do ambiente ao redor e é capaz de identiticar barulhos de pessoas em perigo. Tweet
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Robô salva-vidas começa a ser usado em praia da Califórnia
Malibu já usa máquina que pode nadar até 12 vezes mais rápido que humano
por Redação Galileu O robô salva-vidas não se parece em nada com robôs tradicionais. Ele mede apenas 30 centímetros e seu formato se assemelha ao de um barco. A máquina recebeu o nome feminino de Emily (Emergency Integrated Lifesaving Lanyard).Criada para se locomover na água com mais agilidade do que bons nadadores, a máquina pode "nadar" até doze vezes mais rápido que um humano. Ela atinge uma velocidade de 38 km/h graças a um motor de propulsão parecido com os motores usados em jet-skis.
Com um simples controle remoto, Emily pode ser guiada ao local de forma remota até o local do afogamento. A ideia de seus fabricantes é que o afogado se segure no robô, que também serve como boia, e ele guie o caminho de volta até a praia.
Desenvolvido pela empresa Hydronalix, Emily custa US$ 3.500 (R$ 5.900) e pode aguentar várias pessoas agarradas à sua estrutura. Além de servir como apoio aos banhistas, o robô utiliza um sistema de sonar para criar mapas 3D do ambiente ao redor e é capaz de identiticar barulhos de pessoas em perigo. Tweet
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Vídeo do U3-X
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Protótipo apresentado pela Honda no Salão do Automóvel 2010
Sem novidades de mercado, Honda mostra 2 veículos em 1 no Salão
Trata-se de dois protótipos, um deles para transporte individual.
Uma espécie de 'patinete moderno' é acomodada dentro de carro elétrico.
A Honda repetiu a “estratégia”da concorrente e também japonesa Toyota. Não apresentou nenhum lançamento neste Salão do Automóvel de SP, mas trouxe como novidade dois protótipos. O que chama mais atenção é que um vem dentro do outro. O primeiro revelado nesta segunda-feira (25), no Anhembi, foi o compacto elétrico EV-N. O carro traz uma nova tecnologia que permite que suas baterias de íon-lítio sejam carregadas em uma tomada comum ou por meio de painéis que armazenam a energia solar.
O diretor e vice-presidente da Honda South America, Issao Mizuguchi, destacou a necessidade de desenvolver produtos sustentáveis. Então, em seguida, apresentou o outro protótipo elétrico, o U3-X. O modelo não se trata de um carro, mas sim de um meio de transporte individual.
Totalmente dobrável, o simpático U3-X é acondicionado na porta do EV-N. Ele tem sensores de equilíbrio que comandam a tração do carro. Ou seja, você projeta o corpo para a direção desejada e o U3-X responde na hora.
Embora sem novidades, com os dois protótipos a Honda conseguiu deixar um gostinho de tecnologia no imaginário do público. Por um momento, o Salão de São Paulo parecia o criativo e tecnológico Salão de Tóquio.
Priscila Dal Poggetto Do G1, em São Paulo
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quinta-feira, outubro 28, 2010
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Golpe usa resgate de mineiros no Chile para roubar dados bancários
Cavalo de troia captura senhas durante o acesso a bancos.
Mensagem começou a circular primeiro em espanhol.
Um e-mail fraudulento disseminando um cavalo de troia que rouba senhas bancárias está usando o resgate de mineiros no Chile para convencer o internauta a acessar o arquivo malicioso. O alerta é da fabricante de antivírus ESET. Segundo a empresa, o e-mail oferece um vídeo de uma suposta tragédia. Mas o “vídeo” é um arquivo de extensão “.com”, usada por executáveis e não por conteúdo multimídia.“Mais uma vez os criminosos demonstram estar atentos aos temas mais importantes para propagar seus ataques”, escreveu Sebástian Bortnik, coordenador de pesquisa da ESET América Latina.
A ESET informou que o golpe começou a circular primeiro em espanhol, porque o caso ocorreu no Chile, mas que o destaque na mídia garantiu que o e-mail malicioso fosse enviado também em português.
Para Bortnik, os criminosos brasileiros podem ser interessado no golpe porque ele funcionou nos “países próximos”. “Este ataque virtual está em plena propagação. É interessante ver como a América Latina representa uma região de amplo contato onde os criminosos podem aproveitar ameaças bem sucedidas em países próximos para propagar em seus países, mesmo que utilizem idiomas diferentes”, disse. Tweet
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segunda-feira, outubro 18, 2010
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sábado, 2 de outubro de 2010
Vírus misterioso atinge computadores do Irã e reacende alerta sobre a ameaça dos ciberataques
Durante mais de um ano, um vírus desconhecido se espalhou por dezenas de milhares de computadores iranianos sem ser percebido. Com um raro grau de complexidade, o “Stuxnet” foi identificado em julho passado, mas até agora não se sabe qual o seu objetivo, nem quem é o responsável por sua programação. Mas aquilo que os analistas já descobriram é suficiente para lançar um alerta de que o mundo está diante de uma ameaça com potencial para destruir usinas atômicas ou derrubar o sistema financeiro. Neste sábado (2), o Irã disse que deteve "um grupo de espiões nucleares" que trabalhavam para atacar as centrais iranianas por meio da internet.
Estamos diante de um possível novo tipo de guerra moderna? “Sim. E muito mais. Iremos presenciar atividades de hackers, crime organizado e ciberterrorismo em uma nova dimensão”, afirmou o analista alemão Ralph Langner ao UOL Notícias.
“Uma central nuclear tem todo o sistema de controle digitalizado. Uma refinaria de petróleo é toda controlada por computadores. O vírus poderia parar a produção ou destruir aquela refinaria alterando os padrões de sistema”, explica o analista. “Controles de tráfego aéreo, o sistema de controle de um Airbus, tudo isso depende do funcionamento de muitos softwares”.
“Por enquanto, isso é só uma possibilidade. Pode ser uma realidade em um futuro próximo? Pode. É um caminho sem volta. Não sabemos como isso vai operar, mas os governos devem estar preparados para esse tipo de ameaça”, conclui Otávio Luiz Artur, diretor do Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações (IPDI).
Fonte: UOL Tweet
Estamos diante de um possível novo tipo de guerra moderna? “Sim. E muito mais. Iremos presenciar atividades de hackers, crime organizado e ciberterrorismo em uma nova dimensão”, afirmou o analista alemão Ralph Langner ao UOL Notícias.
“Uma central nuclear tem todo o sistema de controle digitalizado. Uma refinaria de petróleo é toda controlada por computadores. O vírus poderia parar a produção ou destruir aquela refinaria alterando os padrões de sistema”, explica o analista. “Controles de tráfego aéreo, o sistema de controle de um Airbus, tudo isso depende do funcionamento de muitos softwares”.
“Por enquanto, isso é só uma possibilidade. Pode ser uma realidade em um futuro próximo? Pode. É um caminho sem volta. Não sabemos como isso vai operar, mas os governos devem estar preparados para esse tipo de ameaça”, conclui Otávio Luiz Artur, diretor do Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações (IPDI).
Fonte: UOL Tweet
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sábado, outubro 02, 2010
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