Membro da Igreja Batista Regular da Fé - Mossoró/RN. Formado em Agronomia pela UFERSA e Direito pela UERN. Servidor do TRT da 21ª Região. Torcedor do Vasco. Comentários sobre vida cristã, família, esporte, música, política, direito e os assuntos que mais chamam a atenção na internet e na mídia no momento.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
WikiLeaks: o Brasil na rota das drogas
Do Estadão
Estado mostrou ontem como a droga que sai do Brasil estaria ajudando a financiar as atividades da Al-Qaeda no Magreb. Agora, os telegramas indicam que as rotas são ainda mais complexas e o Brasil, para muitos traficantes, tornou-se o caminho para permitir que a droga chegue à Europa, EUA e Ásia.
Embaixada dos EUA em La Paz estima que, em apenas dois meses de 2009, 175 aviões suspeitos de carregar cocaína saíram da Bolívia com destino ao território brasileiro; Brasília também expôs receio de vínculos entre governo boliviano e traficantes
29 de dezembro de 2010 | 0h 00
Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
Para a diplomacia americana, o Brasil é peça central na rota do tráfico de drogas no mundo, segundo uma série de telegramas enviados de diversas embaixadas dos EUA e vazados pelo WikiLeaks. Os documentos ainda mostram como o Itamaraty estaria "preocupado" com a "conexão entre o governo boliviano e os produtores de coca" e revela dados alarmantes sobre o volume do tráfico entre Bolívia e Brasil.
Uma das preocupações centrais dos americanos refere-se ao governo do boliviano Evo Morales. Os documentos mostram um debate que chegou a contaminar a eleição presidencial brasileira: o suposto envolvimento de autoridades no tráfico.
Em um telegrama de 19 de fevereiro, o governo americano diz que o Itamaraty vê com grande preocupação a relação entre o governo boliviano e os produtores de coca. Em uma reunião entre o embaixador americano no País, Thomas Shannon, e a subsecretária de Política da chancelaria, Vera Machado, a brasileira não esconde o temor.
"(Vera) Machado acredita que a situação na Bolívia se estabilizou, mas se mantém preocupada sobre as conexões entre o governo e os produtores de coca", registra Shannon. "Ela (Vera) admitiu a ameaça para a região do tráfico de drogas, mas identificou como principal fonte o problema do consumo nos países ricos", disse.
Telegramas da Embaixada dos EUA em La Paz dão uma demonstração de como o Brasil de fato tem motivos para estar preocupado. Em 17 de dezembro de 2009, um telegrama estima em 175 o número de aviões suspeitos de carregar cocaína que cruzaram a fronteira entre Bolívia e Brasil em apenas dois meses.
Autoridades americanas teriam traçado um cenário sombrio a diplomatas americanos: "A falta de controle sobre seu espaço aéreo resulta em praticamente uma liberdade total para o narcotráfico."
Mas, em outro telegrama, de julho de 2010, o presidente do Senado boliviano, Oscar Ortíz, prefere colocar a culpa no Brasil. Em conversa com o embaixador Shannon, Ortíz "lamentou o aumento do tráfico de drogas e o fato de brasileiros e a União Europeia tolerarem isso".
Via Maputo. Mas não é apenas a droga direcionada à Europa que passa pelo Brasil. Em um telegrama de 16 de novembro de 2009, a embaixada americana da capital moçambicana, Maputo, informa Washington como "a rota principal para a cocaína por via aérea que chega em Maputo vem do Brasil".
Segundo a informação, a queda no volume de droga confiscada no aeroporto de Maputo nos últimos meses não seria motivada pela redução do tráfico, mas pelo aumento do controle da polícia e das autoridades de imigração. "Domingos Tivane, o diretor da Aduana, está diretamente envolvido em facilitar o transporte da droga", acusa o telegrama americano.
Parte importante do tráfico seria feito pelo empresário Mohamed Bashir Suleiman, que usaria ainda o porto de Dubai e contêineres com televisão e mesmo carros para esconder a droga. Segundo os americanos, ele teria conexões na Somália, Paquistão, América Latina e Portugal.
O telegrama ainda revela que Suleiman "tem uma relação próxima com o ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e o atual presidente, Armando Guebuza". "A corrupção endêmica em Moçambique leva a uma situação em que traficantes de drogas têm acesso livre ao país", aponta o telegrama.
Ainda de acordo com o documento, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) - movimento histórico que libertou Moçambique do colonialismo português - "esconde o nível de corrupção da imprensa e da comunidade internacional".
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quarta-feira, dezembro 29, 2010
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Casa segura a distância
Transcrito do portal IG
Descubra como monitorar e proteger seu lar de qualquer lugar do mundo
Foto: Divulgação
Os sistemas de vigilância por vídeo são muito procurados. As imagens são gravadas e acompanhadas por uma central
“Existem desde as convencionais, que não pesam muito no orçamento, até aquelas que envolvem tecnologia de ponta e exigem um bom investimento”, afirma Rogério Garcia Ribeiro, gerente de produtos da Schneider Eletric.
Entre as mais procuradas, destaque para os sistemas de vigilância por vídeo, o famoso Controle Fechado de TV (CFTV). “Eles são muito eficientes. As imagens são gravadas e acompanhadas por uma central”, diz Marcos Roberto, gerente da divisão eletrônica do Grupo GR.
A instalação é simples e deve ser feita por profissionais capacitados. “Mas antes de contratar qualquer serviço é essencial buscar referências da empresa”, alerta. O equipamento usado também deve ser de qualidade para assegurar a tranquilidade dos moradores. “É essencial que todas as câmeras tenham zoom e visão noturna”, afirma Vanessa Malerba, gerente comercial da SMS.
Automação residencial
Outras alternativas envolvem automação residencial. Uma forma muito usada para afastar o perigo é a simulação de presença. Mesmo em outro país, o morador pode planejar funções, como acender as luzes e abrir as persianas. “Em nosso sistema há a opção pré-programada chamada viagem, que é muito eficaz e ajuda a evitar possíveis tentativas de invasão”, diz Ribeiro.
A iHouse, por exemplo, possui um serviço chamado SmartEye. Com ele, é possível acompanhar como está sua casa de qualquer lugar do mundo. “Basta ligar o computador ou um smartphone e ficar de olho em seu patrimônio”, ressalta Sérgio Corrigliano, engenheiro e gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa. As imagens são verificadas e gravadas diariamente e cada proprietário tem um controle de acesso com senha pessoal.
Foto: Divulgação
É possível acompanhar como está sua casa de qualquer lugar do mundo, apenas ligando o computador ou um smartphone
Depois, chega a vez dos engenheiros entrarem em cena e sugerirem a melhor solução para cada cliente. O próximo passo é começar a instalação dos equipamentos. Há dois modos disponíveis: com ou sem fio. “A tecnologia wireless é mais ágil e evita quebra-quebra. Ela pode ser incorporada sem dificuldades mesmo depois que a casa estiver construída”, diz Corrigliano.
Mas se você optar pelo sistema tradicional, apesar de fio parecer coisa do passado, ele pode ser mais eficaz do que se imagina. “Como a maioria das construções no Brasil é de alvenaria, o sinal wi-fi não se propaga com tanta facilidade como em países que usam drywall nas paredes”, comenta Ribeiro. Nesses casos, é indicado prever a instalação durante o planejamento da casa.
Gostou da ideia? Então prepare o bolso, pois para ter esse aparato ao seu dispor é preciso investir uma quantia considerável. “Para implantar o sistema de monitoramento em apenas um ambiente do seu lar é preciso aplicar, no mínimo, R$ 7 mil”, conta Corrigliano. Mas vale lembrar que cada caso é único. É importante entrar em contato com as empresas para verificar os serviços disponíveis e seus respectivos valores.
Conforto garantido
Um dos principais benefícios da automação residencial, segundo Vanessa, é poder trabalhar sossegada enquanto observa a rotina dos filhos pelo celular – com a ajuda das câmeras instaladas pelos ambientes.
Outra vantagem é a redução do consumo de energia e água. “É possível determinar o desligamento da eletricidade para certos cômodos em horários específicos ou programar a caixa d’água para encher apenas uma vez ao dia”, afirma Ribeiro.
Há também a vantagem de estar em outra cidade e conseguir liberar o acesso à casa. “Basta verificar pela internet quem é o visitante inesperado e abrir a porta em questão de segundos”, comenta Corrigliano. Tweet
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sábado, 11 de dezembro de 2010
Presídio Federal de Mossoró reenvia 12 presos para Rondônia
O Juiz Federal Mário Azevedo Jambo, Corregedor do Presídio Federal de Mossoró, a 285 quilômetros de Natal, determinou o reenvio de 12 apenados para o Sistema Prisional de Rondônia. A determinação foi motivada pelo fato de não haver-se comprovado o cumprimento dos requisitos legais para a admissão dos acusados no Sistema Penitenciário Federal.
Os presos transferidos de volta para Rondônia são: Diones Gomes da Silva, Sidnei Maurício de Brito, Eduardo José da Silva, Claysson Lima de Oliveira, Ênio Dias de Medeiros, Lindomar da Silva, Reginaldo Oliveira Alves, Karlen Cirino Goldinho, Juarez Rodrigues de Almeida, Nelson Lemes, Miguel Vidal e Clodoaldo Ângelo Pereira.
Os apenados haviam sido transferidos da Casa de Detenção de Vilhena, em Rondônia, para o Rio Grande do Norte em março deste ano.
Fonte: Assessoria de Comunicação da JFRN Tweet
Os presos transferidos de volta para Rondônia são: Diones Gomes da Silva, Sidnei Maurício de Brito, Eduardo José da Silva, Claysson Lima de Oliveira, Ênio Dias de Medeiros, Lindomar da Silva, Reginaldo Oliveira Alves, Karlen Cirino Goldinho, Juarez Rodrigues de Almeida, Nelson Lemes, Miguel Vidal e Clodoaldo Ângelo Pereira.
Os apenados haviam sido transferidos da Casa de Detenção de Vilhena, em Rondônia, para o Rio Grande do Norte em março deste ano.
Fonte: Assessoria de Comunicação da JFRN Tweet
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Presídio Federal de Mossoró foi interditado por juiz corregedor há mais de três meses
Deu na Gazeta do Oeste
O presídio federal de Mossoró, um dos quatro estabelecimentos de segurança máxima do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), está impedido de receber novos detentos há mais de três meses.
Nossa reportagem tentou entrar em contato com o diretor do presídio federal de Mossoró (PFMOS), o delegado da Polícia Federal Kércio Silva Pinto, para comentar sobre a interdição, mas não obtivemos resposta. Tweet
O presídio federal de Mossoró, um dos quatro estabelecimentos de segurança máxima do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), está impedido de receber novos detentos há mais de três meses.
A ordem de interdição foi dada pelo juiz federal do Rio Grande do Norte, Mário Azevedo Jambo, corregedor do presídio federal de Mossoró, em relatório enviado ao Depen em setembro.
O magistrado informou que sua decisão foi motivada por causa de problemas de falhas estruturais na edificação. Segundo Mário Jambo, o presídio foi inaugurado de forma afobada.
Atualmente, apenas três dos presídios federais estão aptos a receber criminosos. Considerado de segurança máxima, o presídio federal de Mossoró abriga atualmente 38 detentos, apesar de possuir capacidade para 208. Mário Jambo informou que durante a guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro, chegou a receber pedidos para autorização de transferências de presos considerados chefões do tráfico da capital fluminense. “Até nesse problema do Rio de Janeiro eu tive que lamentar, porque me pediram duas vagas para criminosos do Estado e eu falei que não poderia atender”, diz Jambo.
Segundo ele, há rachaduras por todo o prédio. “Tem até formigueiros dentro delas”, afirma Fernando Rocha de Andrade, procurador da República, que também acompanha a situação do presídio.
De acordo com Jambo, laudos da Polícia Federal mencionam a possibilidade de “falha estrutural” no presídio, que foi inaugurado em julho do ano passado. Além das rachaduras, o presídio do Rio Grande do Norte não tem um abastecimento de água adequado. Construído em um local árido e isolado do Estado, o prédio federal é abastecido por um poço do Complexo Penitenciário Estadual Agrícola Mário Negócio (CPEAMN).
O Ministério Público Federal pediu à direção do presídio que construísse um poço artesiano para resolver o problema, mas o projeto ainda está em desenvolvimento.
Inauguração afobada - Para Jambo, a situação em Mossoró é particularmente grave porque as penitenciárias federais são, em teoria, de alta qualidade e têm um poder “simbólico e preventivo” sobre o preso.“A gente não pode deixar cair a qualidade, senão essa força do presídio federal será perdida”, afirma.Segundo o procurador Andrade, este é o único presídio federal nessas condições. “A verdade é a seguinte: esse presídio foi inaugurado de forma afobada”.O magistrado informou que sua decisão foi motivada por causa de problemas de falhas estruturais na edificação. Segundo Mário Jambo, o presídio foi inaugurado de forma afobada.
Atualmente, apenas três dos presídios federais estão aptos a receber criminosos. Considerado de segurança máxima, o presídio federal de Mossoró abriga atualmente 38 detentos, apesar de possuir capacidade para 208. Mário Jambo informou que durante a guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro, chegou a receber pedidos para autorização de transferências de presos considerados chefões do tráfico da capital fluminense. “Até nesse problema do Rio de Janeiro eu tive que lamentar, porque me pediram duas vagas para criminosos do Estado e eu falei que não poderia atender”, diz Jambo.
Segundo ele, há rachaduras por todo o prédio. “Tem até formigueiros dentro delas”, afirma Fernando Rocha de Andrade, procurador da República, que também acompanha a situação do presídio.
De acordo com Jambo, laudos da Polícia Federal mencionam a possibilidade de “falha estrutural” no presídio, que foi inaugurado em julho do ano passado. Além das rachaduras, o presídio do Rio Grande do Norte não tem um abastecimento de água adequado. Construído em um local árido e isolado do Estado, o prédio federal é abastecido por um poço do Complexo Penitenciário Estadual Agrícola Mário Negócio (CPEAMN).
O Ministério Público Federal pediu à direção do presídio que construísse um poço artesiano para resolver o problema, mas o projeto ainda está em desenvolvimento.
Nossa reportagem tentou entrar em contato com o diretor do presídio federal de Mossoró (PFMOS), o delegado da Polícia Federal Kércio Silva Pinto, para comentar sobre a interdição, mas não obtivemos resposta. Tweet
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
'Alguns choravam', diz pastor que negociou rendição de traficantes
Do Último Segundo
Evangélico que acompanhou líder do AfroReggae no Complexo do Alemão defende anistia como forma de resolver confrontos no Rio
Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 01/12/2010 04:51
Na véspera da invasão da polícia ao Complexo do Alemão, um grupo de cinco pessoas da ONG AfroReggae decidiu subir o conjunto de 14 favelas na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tentar convencer os traficantes a se entregarem. Liderados pelo diretor-executivo da organização, José Junior, eles argumentaram que a polícia venceria um possível confronto e que inocentes seriam as maiores vítimas. Ao lado de Junior estava um dos coordenadores da área social da entidade, Rogério Menezes, respeitado por traficantes, viciados e detentos do sistema penitenciário do Estado.
Evangelizador da Assembleia de Deus, Rogério é chamado de pastor. Em meio à negociação com os criminosos, no sábado (27), José Junior recorria ao Twitter para mandar informações em tempo real. "Pastor Rogério é o cara que mais salvou vidas que eu conheço. Muitas, inclusive, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Homem de Deus", escreveu o líder do AfroReggae na ocasião.
ciado, pastor Rogério admite que já traficou drogas, pegou em armas e cometeu crimes. Foi preso. Sobreviveu a duas overdoses de cocaína, até receber um "sinal" e "ser salvo por Jesus". Hoje, ele diz que sua vida pregressa o permite compreender o que passa pela cabeça de criminosos e apresentar argumentos para tirar muitos da marginalidade. "Já salvei uns 300 que estavam amarrados para morrer", garante. Sobre a ação de retomada do Complexo do Alemão pelo Estado, o pastor diz acreditar "que a intenção foi uma das melhores". Segundo ele, "o governador tem feito um trabalho muito bom". Contudo, o religioso defende que somente uma anistia aos traficantes será capaz de pôr fim à ameaça de guerra no Rio. "Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares e pela Justiça."
A seguir, leia mais sobre o que pensa o pastor.
iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?
Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava "pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?". Eu respondia: "Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá". Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: "Deus está nos mandando ir".
iG: O que o senhor pensava naquele momento?
Rogério Menezes - Pelas informações divulgadas pelas autoridades, havia ali mais de mil pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir... Eu só pensava nisso.
iG: Como vocês chegaram até os traficantes?
Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.
iG: E como foi a conversa?
Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam "pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?" O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.
iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?
Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: "Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?" Respondi: "Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer."
iG: E qual foi a reação?
Rogério Menezes – Muitos deles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.
iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?
Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.
iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?
Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamarem no canto e se abrirem para mim e para o José Junior. Teve gente que chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquelas pessoas, ainda que a polícia entrasse.
iG: Nesse grupo havia chefes do tráfico?
Rogério Menezes – Positivo. Mas não vou falar disso em detalhes. Meu trabalho é religioso e eles confiam em mim. Quero apenas afirmar que eles não queriam guerra.
iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?
Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.
iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?
Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam "pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos".
iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?
Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.
iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?
Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.
iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?
Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.
iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?
Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia "pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim". Eu dizia, "rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade".
iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?
Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: "quer se entregar comigo?", perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível. Tweet
Evangélico que acompanhou líder do AfroReggae no Complexo do Alemão defende anistia como forma de resolver confrontos no Rio
Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 01/12/2010 04:51
Na véspera da invasão da polícia ao Complexo do Alemão, um grupo de cinco pessoas da ONG AfroReggae decidiu subir o conjunto de 14 favelas na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tentar convencer os traficantes a se entregarem. Liderados pelo diretor-executivo da organização, José Junior, eles argumentaram que a polícia venceria um possível confronto e que inocentes seriam as maiores vítimas. Ao lado de Junior estava um dos coordenadores da área social da entidade, Rogério Menezes, respeitado por traficantes, viciados e detentos do sistema penitenciário do Estado.
Evangelizador da Assembleia de Deus, Rogério é chamado de pastor. Em meio à negociação com os criminosos, no sábado (27), José Junior recorria ao Twitter para mandar informações em tempo real. "Pastor Rogério é o cara que mais salvou vidas que eu conheço. Muitas, inclusive, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Homem de Deus", escreveu o líder do AfroReggae na ocasião.
ciado, pastor Rogério admite que já traficou drogas, pegou em armas e cometeu crimes. Foi preso. Sobreviveu a duas overdoses de cocaína, até receber um "sinal" e "ser salvo por Jesus". Hoje, ele diz que sua vida pregressa o permite compreender o que passa pela cabeça de criminosos e apresentar argumentos para tirar muitos da marginalidade. "Já salvei uns 300 que estavam amarrados para morrer", garante. Sobre a ação de retomada do Complexo do Alemão pelo Estado, o pastor diz acreditar "que a intenção foi uma das melhores". Segundo ele, "o governador tem feito um trabalho muito bom". Contudo, o religioso defende que somente uma anistia aos traficantes será capaz de pôr fim à ameaça de guerra no Rio. "Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares e pela Justiça."
A seguir, leia mais sobre o que pensa o pastor.
iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?
Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava "pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?". Eu respondia: "Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá". Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: "Deus está nos mandando ir".
iG: O que o senhor pensava naquele momento?
Rogério Menezes - Pelas informações divulgadas pelas autoridades, havia ali mais de mil pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir... Eu só pensava nisso.
iG: Como vocês chegaram até os traficantes?
Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.
iG: E como foi a conversa?
Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam "pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?" O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.
iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?
Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: "Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?" Respondi: "Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer."
iG: E qual foi a reação?
Rogério Menezes – Muitos deles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.
iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?
Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.
iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?
Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamarem no canto e se abrirem para mim e para o José Junior. Teve gente que chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquelas pessoas, ainda que a polícia entrasse.
iG: Nesse grupo havia chefes do tráfico?
Rogério Menezes – Positivo. Mas não vou falar disso em detalhes. Meu trabalho é religioso e eles confiam em mim. Quero apenas afirmar que eles não queriam guerra.
iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?
Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.
iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?
Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam "pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos".
iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?
Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.
iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?
Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.
iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?
Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.
iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?
Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia "pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim". Eu dizia, "rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade".
iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?
Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: "quer se entregar comigo?", perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível. Tweet
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quarta-feira, dezembro 01, 2010
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domingo, 28 de novembro de 2010
No enredo do Rio, o protagonista é um sujeito oculto
Do Blog do Josias
Marcelo Jesus/UOL
Sempre que contrariado, o crime mostra a cara. A bandidagem migra dos subterrâneos para os refletores. Em São Paulo, o PCC. No Rio, o Comando Vermelho.
Atacam instalações policiais, promovem arrastões, incendeiam veículos, atiram a esmo, afrontam as forças do Estado.
Há uma semana, um desses surtos de visibilidade voluntária dos criminosos convulsiona a (a)normalidade carioca.
A novela se repete. Os criminosos deixam o núcleo de figurantes do mal, roubam a cena e viram estrelas no ‘Jornal Nacional’.
Conforme já realçado aqui em capítulos anteriores, sob o enredo de violência pulsa um personagem invisível, bem-nascido e narigudo.
O mercado da droga, base da criminalidade, se pauta pela lei da oferta e da procura, não pelas normas do Código Penal.
Nesse mercado, o principal produto levado pelos criminosos à gôndola é a cocaína. Coisa cara, acessível apenas aos melhores bolsos.
Pois bem. Se se vende cocaína no Brasil, é porque há quem a aspire. Se se vende muita cocaína, é porque há quem a sorva em grandes quantidades.
Neste sábado (27), começou a circular no Rio um adesivo mimoso: “I Love Rio” (o amor é representado por um coraçãozinho).
Os portadores da mensagem aplaudem a presença dos tanques das Forças Armadas na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.
Falam das quadrilhas de Elias Maluco e de Marcinho VP com ira inaudita. simultanemanete, erguem barricadas de silêncio em torno do sujeito oculto.
A elite carioca se une contra o tráfico do morro. Mas consome a cocaína que financia o armamento pesado da criminalidade.
O nariz invisível não está na favela. Ele empina suas narinas em ambientes mais sofisticados: coxias de shows, camarins de desfiles, redações de jornal...
Entre uma cafungada e outra, Armanis e Versaces, reunidos nas coberturas chiques da Zona Sul, se dizem chocados com a onda de violência.
A guerra ao narcotráfico rende imagens plásticas e boas manchetes. Mas será infrutífera enquanto os holofotes não iluminarem o sujeito oculto.
Visto como culpado inocente –ou inocente culpado—, o nariz que cheira nas grandes metrópoles é, em verdade, cúmplice da mão que segura a metralladora no morro.
Vencida a barreira da hipocrisia, pode-se encarar o problema a sério. A repressão é a parte mais óbvia da solução.
Um descalabro de décadas não se resolve do dia pra noite. Além de acionar os tanques, será preciso limpar a polícia e humanizar os presídios.
De resto, deve-se prover trabalho à mão de obra que serve ao tráfico e potencializar a estratégia que injeta Estado em comunidades dominadas pelo crime.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Menor acusado de matar taxista é apreendido tentando repassar droga para presidiários
Ontem à tarde, um adolescente de 17 anos, morador da Favela dos Pintos em Mossoró, foi detido com maconha e celular na comunidade de Riacho Grande, tentando repassar o material para detentos do Complexo Penitenciário Agrícola Mário Negócio (CPAMN). O mototaxista Manoel Edécio Sabino, 53 anos, também residente na Favela dos Pintos, foi detido e levado para a Delegacia de Narcóticos (Denarc).
O adolescente detido com as drogas é o mesmo que está sendo acusado de ter matado com um tiro nas costas o taxista Martinho Francisco da Silva, 53 anos, em uma tentativa de assalto no mês passado, no bairro Costa e Silva.
Segundo informações do coronel Alvibá Alves, diretor do CPAMN, por volta das 13h, uma guarnição do presídio abordou o menor e o mototaxista nas proximidades do semiaberto e ao realizar uma vistoria nos acusados encontraram com o adolescente o material apreendido.
Havia com ele: oito tabletes grandes de maconha (aproximadamente 1kg), sete aparelhos celulares, seis carregadores, quatro fones de ouvidos, quatro chips, além de uma motocicleta Fan preta, de placa MYQ-7682/Mossoró, pertencente a Manoel Edécio.
"Nossos agentes já tinha informações de que frequentemente o garoto circulava nas proximidades do presídio e era responsável por abastecer os presos com drogas e celulares. Mais uma vez conseguimos nos antecipar aos elementos e evitar que o entorpecente chegasse ao presídio", explicou o diretor. Os acusados foram encaminhados à Delegacia de Narcóticos (Denarc), para os procedimentos de praxe.
O delegado Denis Carvalho repassou que foi feito o termo de apreensão para o menor, que assumiu ser o proprietário do material ilícito. "O Manoel Edécio prestou depoimento e disse não ter conhecimento das drogas que eram transportadas pelo adolescente. Ele é guarda municipal e a história contada que contou bateu direitinho com as informações que apuramos", explicou.
O mototaxista foi ouvido e liberado. O delegado solicitou da Promotoria a detenção do menor, que deve ser encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Menor Infrator (DEA).
Com informações do Jornal O Mossoroense Tweet
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
México busca pistoleiro de 12 anos
Deu no UOL Notícias
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Soldados mexicanos estão à caça de um menino de 12 anos suspeito de ser pistoleiro de um cartel do narcotráfico, disseram autoridades e a imprensa na sexta-feira.
O menino, conhecido como "El Ponchis", estaria atuando a mando do Cartel do Pacífico Sul, no Estado de Morelos, próximo à Cidade do México, segundo o procurador estadual Pedro Luis Benitez.
Em entrevista a uma rádio local, ele disse que "El Ponchis" é apenas um dos vários adolescentes que vêm cometendo crimes a mando de traficantes.
"Esses menores ainda não estão plenamente desenvolvidos, então é fácil influenciá-los, dar-lhes uma arma, fingir que é de plástico, que isso é uma brincadeira", disse Benitez. "Eles são persuadidos a realizarem atos terríveis; não percebem o que estão fazendo."
O procurador não revelou o nome do menor nem deu outros detalhes.
O jornal La Razón disse que o menino recebe 3.000 dólares por homicídio, e estaria sob comando de um traficante pouco conhecido, chefe do Cartel do Pacífico Sul, que está em disputa com as quadrilhas Beltran Leyva e La Familia pelo controle das atividades criminais no sudoeste mexicano.
Benitez disse que nesta semana soldados prenderam dois adolescentes -- inclusive uma grávida -- supostamente ligados ao Cartel do Pacífico Sul.
Crimes cometidos por menores -- de pequenos furtos a homicídios -- dispararam neste ano no México, segundo as autoridades.
Em localidades violentas como Ciudad Juárez e Tijuana, pais se queixam de que crianças de apenas 8 anos dizem que pretendem se tornar traficantes, citando a emoção e a riqueza associadas ao tráfico.
Em algumas cidades sem perspectiva, carentes de modelos positivos, os adolescentes veem que os traficantes vivem com muito dinheiro. Estima-se que o comércio de drogas movimente 40 bilhões de dólares por ano no México.
Mais de 31 mil pessoas já morreram no país desde que o presidente Felipe Calderón tomou posse, no final de 2006, e mobilizou as Forças Armadas para o combate ao narcotráfico.
A violência afeta negativamente o turismo e os investimentos estrangeiros, num momento em que o México vem se recuperando da sua pior recessão nas últimas décadas.
(Reportagem de Anahi Rama e Cyntia Barrera Diaz) Tweet
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Soldados mexicanos estão à caça de um menino de 12 anos suspeito de ser pistoleiro de um cartel do narcotráfico, disseram autoridades e a imprensa na sexta-feira.
O menino, conhecido como "El Ponchis", estaria atuando a mando do Cartel do Pacífico Sul, no Estado de Morelos, próximo à Cidade do México, segundo o procurador estadual Pedro Luis Benitez.
Em entrevista a uma rádio local, ele disse que "El Ponchis" é apenas um dos vários adolescentes que vêm cometendo crimes a mando de traficantes.
"Esses menores ainda não estão plenamente desenvolvidos, então é fácil influenciá-los, dar-lhes uma arma, fingir que é de plástico, que isso é uma brincadeira", disse Benitez. "Eles são persuadidos a realizarem atos terríveis; não percebem o que estão fazendo."
O procurador não revelou o nome do menor nem deu outros detalhes.
O jornal La Razón disse que o menino recebe 3.000 dólares por homicídio, e estaria sob comando de um traficante pouco conhecido, chefe do Cartel do Pacífico Sul, que está em disputa com as quadrilhas Beltran Leyva e La Familia pelo controle das atividades criminais no sudoeste mexicano.
Benitez disse que nesta semana soldados prenderam dois adolescentes -- inclusive uma grávida -- supostamente ligados ao Cartel do Pacífico Sul.
Crimes cometidos por menores -- de pequenos furtos a homicídios -- dispararam neste ano no México, segundo as autoridades.
Em localidades violentas como Ciudad Juárez e Tijuana, pais se queixam de que crianças de apenas 8 anos dizem que pretendem se tornar traficantes, citando a emoção e a riqueza associadas ao tráfico.
Em algumas cidades sem perspectiva, carentes de modelos positivos, os adolescentes veem que os traficantes vivem com muito dinheiro. Estima-se que o comércio de drogas movimente 40 bilhões de dólares por ano no México.
Mais de 31 mil pessoas já morreram no país desde que o presidente Felipe Calderón tomou posse, no final de 2006, e mobilizou as Forças Armadas para o combate ao narcotráfico.
A violência afeta negativamente o turismo e os investimentos estrangeiros, num momento em que o México vem se recuperando da sua pior recessão nas últimas décadas.
(Reportagem de Anahi Rama e Cyntia Barrera Diaz) Tweet
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domingo, 7 de novembro de 2010
Após 30 assassinatos, moradores de rua de Maceió dormem em árvore e em porta de delegacia para fugir da violência
O desempregado José André da Silva improvisou uma casa na árvore com tábuas e lona
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Ecclestone afasta ameaça ao GP Brasil depois de assaltos
UOL
Por Alan Baldwin
SÃO PAULO (Reuters) - O todo-poderoso da Fórmula 1 Bernie Ecclestone afastou qualquer tipo de ameaça ao lugar do Brasil no calendário da categoria depois que o atual campeão mundial, Jenson Button, escapou de um assalto a mão armada e que um grupo de engenheiros não tiveram a mesma sorte.
O britânico de 80 anos, após a tentativa frustrada de assalto à mão armada a Button, que saiu ileso, no sábado, e depois que três engenheiros da Sauber foram roubados sob mira de armas do lado de fora do circuito de Interlagos, disse que jamais se sentiu ameaçado no Brasil.
"Venho aqui há mais de 40 anos, não apenas para a corrida", disse Ecclestone à Reuters, neste domingo. "Já corri na praia de manhã usando relógios e nunca fui assaltado, nunca vi alguém ser assaltado."
"Normalmente, na América ou em qualquer outro lugar onde você vá há pessoas sendo roubadas. Em Londres, é engraçado - surpreende em Oxford Street o número de pessoas que são assaltadas por hora lá", declarou ele, referindo-se à movimentada rua de comércio.
Questionado pela imprensa sobre a permanência da prova no calendário, ele disse que esta possibilidade nunca passou pela sua cabeça de atingir um evento que ele também promove. "Para quê? Deveríamos ter mais policiais em Oxford Street", disse ele. "As pessoas são assaltadas todo o tempo."
A visão de Ecclestone foi apoiada por seu amigo de longa data e tricampeão mundial Niki Lauda.
"Você está maluco?", disse ele à Reuters quando perguntado se os incidentes poderiam ameaçar o GP do Brasil.
"Cada país, diferentes coisas. Isto é normal na vida...isso é ridículo. Esta é uma das melhores corridas de todas, está no calendário há anos. É como Monte Carlo para mim", acrescentou o austríaco.
"Coisas como estas acontecem. Podem acontecer na Coreia, podem acontecer em Londres, em qualquer lugar." Tweet
Por Alan Baldwin
SÃO PAULO (Reuters) - O todo-poderoso da Fórmula 1 Bernie Ecclestone afastou qualquer tipo de ameaça ao lugar do Brasil no calendário da categoria depois que o atual campeão mundial, Jenson Button, escapou de um assalto a mão armada e que um grupo de engenheiros não tiveram a mesma sorte.
O britânico de 80 anos, após a tentativa frustrada de assalto à mão armada a Button, que saiu ileso, no sábado, e depois que três engenheiros da Sauber foram roubados sob mira de armas do lado de fora do circuito de Interlagos, disse que jamais se sentiu ameaçado no Brasil.
"Venho aqui há mais de 40 anos, não apenas para a corrida", disse Ecclestone à Reuters, neste domingo. "Já corri na praia de manhã usando relógios e nunca fui assaltado, nunca vi alguém ser assaltado."
"Normalmente, na América ou em qualquer outro lugar onde você vá há pessoas sendo roubadas. Em Londres, é engraçado - surpreende em Oxford Street o número de pessoas que são assaltadas por hora lá", declarou ele, referindo-se à movimentada rua de comércio.
Questionado pela imprensa sobre a permanência da prova no calendário, ele disse que esta possibilidade nunca passou pela sua cabeça de atingir um evento que ele também promove. "Para quê? Deveríamos ter mais policiais em Oxford Street", disse ele. "As pessoas são assaltadas todo o tempo."
A visão de Ecclestone foi apoiada por seu amigo de longa data e tricampeão mundial Niki Lauda.
"Você está maluco?", disse ele à Reuters quando perguntado se os incidentes poderiam ameaçar o GP do Brasil.
"Cada país, diferentes coisas. Isto é normal na vida...isso é ridículo. Esta é uma das melhores corridas de todas, está no calendário há anos. É como Monte Carlo para mim", acrescentou o austríaco.
"Coisas como estas acontecem. Podem acontecer na Coreia, podem acontecer em Londres, em qualquer lugar." Tweet
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domingo, novembro 07, 2010
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Fórmula 1: Jenson Button sofre ‘tentativa’ de assalto
“Estou muito feliz porque nada aconteceu e sei que isso foi um ato aleatório, que pode ocorrer em qualquer lugar.” Esta foi uma das frases do campeão mundial Jenson Button, que sofreu uma tentativa de assalto no sábado, depois de deixar o autódromo a caminho do hotel, na região do Morumbi. Segundo relato do piloto, o carro dirigido por seguranças especializados, contratados pela equipe, estava num semáforo, quando jovens armados foram em direção ao automóvel. Dentro estavam além do piloto o seu pai, John, o fisioterapeuta Mike Collier e o empresário do piloto, Richard Goddard.
Ao perceber a ação, o motorista conseguiu se desvencilhar do tráfego e escapou, chegando ao hotel “em segurança”. Segundo a McLaren, tanto Button quanto Lewis Hamilton têm motoristas-seguranças armados da “polícia”, treinados para situações de perigo e fuga em emergência. Segundo Button, o motorista fez seu trabalho de forma “fantástica”.
Foi mais uma ocorrência na semana neste GP Brasil. Na quarta-feira, todos os carros que deixavam o circuito passavam por uma blitz – checagem de porta-malas e no interior do veículo -, porque havia a denúncia de um roubo de câmera de televisão.
E mecânicos da Sauber dizem ter sido abordados por pelo menos seis homens, no trânsito também, e tiveram pertences roubado, entre bolsas, malas, computadores e dinheiro.
Transcrito da Veja.abril.com.br
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Foi mais uma ocorrência na semana neste GP Brasil. Na quarta-feira, todos os carros que deixavam o circuito passavam por uma blitz – checagem de porta-malas e no interior do veículo -, porque havia a denúncia de um roubo de câmera de televisão.
E mecânicos da Sauber dizem ter sido abordados por pelo menos seis homens, no trânsito também, e tiveram pertences roubado, entre bolsas, malas, computadores e dinheiro.
Transcrito da Veja.abril.com.br
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Mais um ex-prefeito preso pela PF no RN
A vida dos ex-prefeitos no RN não está nada fácil. Depois de Adail Vale, ex-prefeito de Governador Dix-Sept Rosado, agora foi a vez da PF prender Possidônio Queiroga, ex-prefeito de Patu.
Veja notícia abaixo, transcrita do blog de Thaisa Galvão.
DEUS DOS MARES
PF prende Possidônio Queiroga, ex-prefeito de Patu
Da Assessoria de Imprensa da Polícia Federal no RN:
PF PRENDE EX-PREFEITO (POSSIDÔNIO QUEIROGA) ACUSADO DE DESVIO DE VERBAS PÚBLICAS NO RN
A Delegacia da Polícia Federal em Mossoró/RN, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 04, na cidade de Patu/RN, distante cerca de 280km da capital, durante a operação denominada “Deus dos Mares”, quatro mandados de busca e
apreensão expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal.
Trata-se de uma investigação que apura desvio de verbas públicas através de um convênio firmado em dezembro de 2007, entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação-FNDE e o município de Patu e que visava a construção de uma creche pré-escolar para atendimento de até 112 crianças em tempo integral, ou de 224 crianças em funcionamento de dois turnos. O montante repassado pela União na época foi de R$ 700 mil reais.
apreensão expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal.
Trata-se de uma investigação que apura desvio de verbas públicas através de um convênio firmado em dezembro de 2007, entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação-FNDE e o município de Patu e que visava a construção de uma creche pré-escolar para atendimento de até 112 crianças em tempo integral, ou de 224 crianças em funcionamento de dois turnos. O montante repassado pela União na época foi de R$ 700 mil reais.
Ao deixar o cargo no final de 2008, o então prefeito (Possidônio Queiroga - o Popó)não deixou sequer um documento sobre o convênio ou a licitação realizada. As investigações concluíram que ele encampou esquema de desvio de verbas públicas por meio da criação da empresa “fantasma” Construções e Serviços de Limpeza Oliveira Ltda, a qual veio a receber a integralidade dos recursos.
Tal empresa tem como sócios pessoas ligadas ao ex-prefeito, dentre eles um ex-diretor do Departamento de Contabilidade da Secretaria de Finanças e membro da Comissão Permanente de Licitação. Também do quadro societário constam: um ex-secretário adjunto Municipal de Obras e Transportes Urbanos e um ex-assessor de Gabinete e ex-assessor Parlamentar do acusado.
Tal empresa tem como sócios pessoas ligadas ao ex-prefeito, dentre eles um ex-diretor do Departamento de Contabilidade da Secretaria de Finanças e membro da Comissão Permanente de Licitação. Também do quadro societário constam: um ex-secretário adjunto Municipal de Obras e Transportes Urbanos e um ex-assessor de Gabinete e ex-assessor Parlamentar do acusado.
Os recursos do Convênio investigado passaram a ser desviados logo depois do fracasso do ex-gestor em eleger o seu sucessor (João Godeiro) na disputa eleitoral de 2008. Apesar de sacados na sua integralidade, os R$ 700 mil reais do convênio jamais foram utilizados para a edificação da creche e no local onde hoje ela deveria funcionar, a PF detectou apenas entulho, depredação, mato e paredes parcialmente erguidas que servem de “abrigo” para animais.
Existem ainda nos autos, fortes indícios que parte dos valores destinados para construção da creche foram desviados pelo ex-gestor em proveito próprio, como se verificou na destinação de pelo menos R$ 80 mil da conta pública para a
aquisição de uma camioneta de luxo da marca Toyota, modelo SW4.
Durante o cumprimento do mandado de busca na residência do ex-perfeito, os Policiais Federais se depararam com inúmeros documentos, dentre eles:
processos de empenho/pagamento, procedimentos de licitação e notas fiscais
referentes ao final da gestão em 2008, o que gerou sua prisão em flagrante pelo crime de supressão de documentos públicos.
O fato de o ex-prefeito já ter sido notificado pela Justiça de Patu a devolver os documentos e não cumprir na integralidade a ordem, torna certa a sua vontade em ocultá-los objetivando gerar prejuízos à continuidade da gestão do município. Existem ainda nos autos, fortes indícios que parte dos valores destinados para construção da creche foram desviados pelo ex-gestor em proveito próprio, como se verificou na destinação de pelo menos R$ 80 mil da conta pública para a
aquisição de uma camioneta de luxo da marca Toyota, modelo SW4.
Durante o cumprimento do mandado de busca na residência do ex-perfeito, os Policiais Federais se depararam com inúmeros documentos, dentre eles:
processos de empenho/pagamento, procedimentos de licitação e notas fiscais
referentes ao final da gestão em 2008, o que gerou sua prisão em flagrante pelo crime de supressão de documentos públicos.
As investigações constataram o cometimento dos seguintes crimes: desvio de verbas públicas (reclusão de 02 a 12 anos), formação de quadrilha (reclusão de 01 a 03 anos) e dispensa ilegal de licitação (detenção de 3 a 5 anos).
Já pelo crime de supressão de documentos públicos (artigo 305 do Código Penal), o ex-prefeito que se encontra custodiado pela PF, em caso de condenação pela Justiça, poderá ser apenado de dois a seis anos de reclusão.
O nome da operação “Deus dos Mares” é uma alusão a origem grega do nome de um dos principais investigados.
COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PF NO RIO GRANDE DO NORTE
Momento em que os policiais estavam na casa de Possidônio, conhecido por Popó
Local onde a Prefeitura de Patu deveria ter construído uma creche
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quinta-feira, novembro 04, 2010
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Representantes das polícias militar e civil estão em Israel
Na madrugada de domingo (31), quatro policiais do Rio Grande do Norte viajaram a Tel Aviv, em Israel, onde participam da 1ª Conferência Internacional de Segurança Pública. Um delegado, um agente da Polícia Civil e dois oficiais da Polícia Militar irão permanecer até esta quarta-feira, no Oriente Médio.
O delegado Raimundo Rolim de Albuquerque Filho, chefe do Núcleo de Inteligência Policial, e o agente Juarez Alves de Paiva, chefe de Operações de Inteligência do NIP, foram representando a corporação civil. A PM enviou o comandante coronel Francisco Canindé de Araújo Silva e o comandante do Batalhão de Operações Especiais, major Marcos Vinícius.
Na Conferência, os temas focados, pelas autoridades policiais do mundo inteiro, são: "Cidades Seguras" e "Segurança de Aeroportos". O evento inclui palestrantes, especialistas, painéis de discussão, exposições, encontros privados, visitas a unidades industriais e apresentações de tecnologias pioneiras especialmente articuladas para estimular o diálogo e desenvolver um plano de consenso para o futuro.
Para Natal, o encontro também será uma forma de preparação da polícia para a Copa do Mundo 2014.
Jornal O Mossoroense Tweet
O delegado Raimundo Rolim de Albuquerque Filho, chefe do Núcleo de Inteligência Policial, e o agente Juarez Alves de Paiva, chefe de Operações de Inteligência do NIP, foram representando a corporação civil. A PM enviou o comandante coronel Francisco Canindé de Araújo Silva e o comandante do Batalhão de Operações Especiais, major Marcos Vinícius.
Na Conferência, os temas focados, pelas autoridades policiais do mundo inteiro, são: "Cidades Seguras" e "Segurança de Aeroportos". O evento inclui palestrantes, especialistas, painéis de discussão, exposições, encontros privados, visitas a unidades industriais e apresentações de tecnologias pioneiras especialmente articuladas para estimular o diálogo e desenvolver um plano de consenso para o futuro.
Para Natal, o encontro também será uma forma de preparação da polícia para a Copa do Mundo 2014.
Jornal O Mossoroense Tweet
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terça-feira, novembro 02, 2010
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Maioria dos crimes de pedofilia é praticada por pai ou padrasto
Dois terços dos crimes de pedofilia que chegam a 4ª Vara da Infância e Juventude do Estado do Rio Grande do Norte são praticados por pais ou padrastos das vítimas. Setenta por cento das crianças que sofrem abuso são do sexo feminino. As relações humanas estabelecidas de forma descartável na rede mundial de computadores é um reflexo de um padrão social de relacionamentos da atualidade. Esses e outros assuntos pertinentes ao tema "pedofilia e internet" foram abordados durante uma mesa redonda promovida, na noite de ontem (27), pelo Complexo Educacional Contemporâneo. O evento aconteceu na unidade de Potilândia e foi destinado aos pais dos estudantes.
Com o uso cada vez mais intenso da internet por parte das crianças e pré-adolescentes, a preocupação com o problema cresce na mesma velocidade da rede mundial de computadores.
Correio da Tarde
Publicado no Dia 28/10/2010 Tweet
Com o uso cada vez mais intenso da internet por parte das crianças e pré-adolescentes, a preocupação com o problema cresce na mesma velocidade da rede mundial de computadores.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Mulher suspeita de envolvimento em morte de taxista confirma suspeitas de latrocínio
Deu na GAZETA DO OESTE
Após ter sido intimada, uma das mulheres que fretaram a corrida que terminou no latrocínio do taxista Martinho Francisco da Silva acabou se apresentando espontaneamente na Primeira Delegacia de Polícia.
Segundo o responsável pela investigação do crime, o delegado Antônio Teixeira dos Santos Júnior, a testemunha, que não teve o nome revelado, confirmou que o crime foi motivado por latrocínio.
A mulher declarou que estava na companhia de uma colega quando se dirigiu ao ponto de táxi, localizado na Praça Bento Praxedes, conhecida como "Praça do Codó", quando, aleatoriamente, fretaram uma corrida até o bairro Costa e Silva.
Ela revelou ainda que quando chegaram ao local do crime, dois homens, que ela também afirmou reconhecer apenas de vista, já que eles residem no mesmo bairro da testemunha, abordaram o taxista, abriram a porta do veículo, um Corsa prata, de placa MZL-9199, e mandaram a vítima sair do veículo. Neste instante, o taxista teria tentado fugir correndo, quando foi alvejado por um dos assaltantes.
A testemunha disse que não premeditou o crime e que também foi vítima, já que teria apenas fretado a corrida. O delegado informou que já identificou os suspeitos, sendo um menor de idade e outro maior. "Esta foi a versão de uma das mulheres. Ainda falta o depoimento da outra mulher, que está escondida temendo ser vítima dos latrocidas", disse o bacharel.
Para o delegado Antônio Teixeira, a prisão dos dois suspeitos é uma questão de tempo. Eles já foram identificados.
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A mulher declarou que estava na companhia de uma colega quando se dirigiu ao ponto de táxi, localizado na Praça Bento Praxedes, conhecida como "Praça do Codó", quando, aleatoriamente, fretaram uma corrida até o bairro Costa e Silva.
Ela revelou ainda que quando chegaram ao local do crime, dois homens, que ela também afirmou reconhecer apenas de vista, já que eles residem no mesmo bairro da testemunha, abordaram o taxista, abriram a porta do veículo, um Corsa prata, de placa MZL-9199, e mandaram a vítima sair do veículo. Neste instante, o taxista teria tentado fugir correndo, quando foi alvejado por um dos assaltantes.
A testemunha disse que não premeditou o crime e que também foi vítima, já que teria apenas fretado a corrida. O delegado informou que já identificou os suspeitos, sendo um menor de idade e outro maior. "Esta foi a versão de uma das mulheres. Ainda falta o depoimento da outra mulher, que está escondida temendo ser vítima dos latrocidas", disse o bacharel.
Para o delegado Antônio Teixeira, a prisão dos dois suspeitos é uma questão de tempo. Eles já foram identificados.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Garoto de 12 anos que vendia cocaína e crack é detido em SP
Um garoto de 12 anos foi detido na quinta-feira (21) vendendo cocaína, crack e maconha em plena luz na periferia de Jundiaí, a 58 quilômetros de São Paulo. O menino também cuidava do repasse do dinheiro da venda das drogas, a mando dos chefes do tráfico da região.
Comercialização de drogas era feita em plena luz do dia.
Fonte: Portal G1
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Jornalista que denunciou troca de votos por drogas foi assassinado por vingança
O jornalista Francisco Gomes de Medeiros, que denunciou a compra de votos com drogas no Rio Grande do Norte, foi assassinado por vingança pessoal, informaram hoje fontes oficiais.
Gomes de Medeiros, locutor de uma rádio da cidade de Caicó, conhecido como F. Gomes e que também escrevia colunas diárias em um blog na internet, foi assassinado a tiros nesta segunda-feira em frente a sua residência por um desconhecido em uma motocicleta.
Cerca de 30 mil pessoas compareceram ao velório. O jornalista tinha falado que recebia ameaças desde 29 de setembro quando, faltando quatro dias para as eleições, denunciou que líderes políticos da cidade estavam oferecendo "crack" em troca de votos.
F. Gomes não citou o nome dos políticos, apenas disse que faziam campanha para um candidato a deputado estadual.
As autoridades averiguavam a possibilidade de o assassinato estar vinculado às denúncias, mas a Polícia prendeu, na terça-feira, um homem que confessou ser o autor do crime e disse ter agido motivado por vingança pessoal.
Segundo a Polícia, o desempregado João Francisco dos Santos disse ter planejado e executado o crime sem ajuda e como vingança, porque teria sido prejudicado por uma notícia do jornalista em 2007, quando foi preso por roubo.
De acordo com o criminoso, a informação que o jornalista publicou em um blog fez com que o juiz responsável por seu caso prolongasse sua prisão em regime fechado.
No entanto, o delegado Ronaldo Gomes, responsável pela investigação, suspeita que o assassino tenha algum cúmplice ou que tenha cometido o crime por ordem de outra pessoa.
Fonte: Portal Terra Tweet
Gomes de Medeiros, locutor de uma rádio da cidade de Caicó, conhecido como F. Gomes e que também escrevia colunas diárias em um blog na internet, foi assassinado a tiros nesta segunda-feira em frente a sua residência por um desconhecido em uma motocicleta.
Cerca de 30 mil pessoas compareceram ao velório. O jornalista tinha falado que recebia ameaças desde 29 de setembro quando, faltando quatro dias para as eleições, denunciou que líderes políticos da cidade estavam oferecendo "crack" em troca de votos.
F. Gomes não citou o nome dos políticos, apenas disse que faziam campanha para um candidato a deputado estadual.
As autoridades averiguavam a possibilidade de o assassinato estar vinculado às denúncias, mas a Polícia prendeu, na terça-feira, um homem que confessou ser o autor do crime e disse ter agido motivado por vingança pessoal.
Segundo a Polícia, o desempregado João Francisco dos Santos disse ter planejado e executado o crime sem ajuda e como vingança, porque teria sido prejudicado por uma notícia do jornalista em 2007, quando foi preso por roubo.
De acordo com o criminoso, a informação que o jornalista publicou em um blog fez com que o juiz responsável por seu caso prolongasse sua prisão em regime fechado.
No entanto, o delegado Ronaldo Gomes, responsável pela investigação, suspeita que o assassino tenha algum cúmplice ou que tenha cometido o crime por ordem de outra pessoa.
Fonte: Portal Terra Tweet
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