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sábado, 8 de janeiro de 2011

Estudo prevê o Brasil como o 4º PIB mundial em 2050

Antes de 2020, os sete grandes emergentes já terão superado os tradicionais países do G-7 em tamanho do PIB
 Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
A economia brasileira vai superar pela primeira vez a da França neste ano e já em 2013 vai ultrapassar a do Reino Unido, atingindo a sétima posição no planeta e se preparando para, em 2050, tornar-se a quarta maior economia do mundo. Mas um brasileiro terá de esperar pelo menos mais 40 anos para ter a renda média de hoje de um alemão.
Os dados fazem parte de um estudo da PricewaterhouseCoopers. Segundo o estudo, antes de 2020 as sete grandes economias emergentes já terão superado os tradicionais países do G-7 em tamanho do PIB. A constatação do levantamento é que, em meados do século, o cenário econômico mundial será bem diferente do atual, com China e Índia nos dois primeiros lugares e o atual líder – os Estados Unidos – apenas na terceira posição.
No caso do Brasil, o País subirá várias posições no ranking das maiores economias, incentivado por seu mercado doméstico e pela exportação de recursos naturais num primeiro momento. Se a comparação do PIB do Brasil for calculada em paridade de poder de compra (PPP), o País passaria da atual nona posição entre as maiores economias para a quarta, elevando PIB de US$ 2 trilhões em 2009 para US$ 9,7 trilhões em 2050.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sindicalista vê "coro ensaiado" de bancos para subida de juros

Futurologia da Febraban é precipitada
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
 
Relatórios de bancos sobre a conjuntura macroeconômica do país soam como "coro ensaiado" para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. Em artigo publicado na página da entidade na internet, o sindicalista apresenta dados para sustentar que não há ameaça de volta da inflação, mas acredita que as instituições financeiras tenham interesse na elevação da taxa básica de juros da economia (Selic).
"A taxa Selic é um componente importante no lucro dos bancos. Querem ganhar mais dinheiro de maneira fácil, às custas do desenvolvimento econômico e social do país", sentencia Cordeiro. Ele chama de "profecias" as previsões de alta da inflação, de crescimento econômico e de variação de outros indicadores do país em 2011, apresentadas pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
A maior parte delas, sistematizadas pelo Banco Central no Boletim Focus, publicado semanalmente às segundas-feiras, indica risco de inflação apesar do crescimento econômico mais fraco no próximo ano. "É um coro muito bem ensaiado. Uma pressão organizada e concentrada para que as profecias se autocumpram", critica o sindicalista. Parte da rentabilidade dos bancos é obtida pela aplicação e negociação de títulos da dívida pública, cuja correção oscila tendo a Selic como referência.
O artigo cita a inflação medida em dezembro pelo Índice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (ICV/Dieese). A alta no indicador é atribuída a elevação de alguns produtos de origem agrícola que tiveram redução de oferta por fatores climáticos e sazonais.

Fonte: Rede Brasil Atual

Com 1ª moeda social do estado do RJ, Silva Jardim agita sua economia

Com informações do G1


Prefeitura espera que atrações turísticas também atraiam mais visitantes.

Em apenas um mês, Capivari aumentou movimento no comércio.
Aluizio Freire Do G1 RJ
Capivari - Moeda socialSonia elogia e exibe uma nota de Capivari enquanto
faz  compras (Foto: Aluizio Freire)
A rotina dos moradores de Silva Jardim, na Baixada Litorânea, mudou há pouco mais de um mês, quando foi lançada e começou a circular a primeira moeda social do Estado do Rio de Janeiro, o Capivari. A nova moeda, que é administrada com recursos do município, ganhou a adesão de grande parte da população e passou a financiar o comércio local, provocando um “boom” na economia da cidade.

Em frente aos supermercados, açougues e drogarias, carros de som anunciam as promoções em produtos que são adquiridos com o novo dinheiro. Com faixas e outras publicidades, comerciantes fazem propagandas para atrair mais clientes com capivaris no bolso.

Em alguns casos os descontos chegam a 20% do valor da compra. “Achei a ideia excelente. Isso está revitalizando o comércio de Silva Jardim”, elogiou Sonia Maria Cruz, 42, enquanto fazia compras no supermercado usando seus capivaris.

Muitos comerciantes garantem que o movimento aumentou em até 60% depois da nova moeda.
“Nosso objetivo, em primeiro lugar, é promover a economia solidária, valorizando o comércio local e ajudando o pequeno empreendedor com o microcrédito. Agora, o dinheiro fica aqui no município. Antes, a gente enchia uma lata furada”, explica a secretária municipal de Turismo, Indústria e Comércio (Semtic), Vera Lúcia Brito.
Capivari - Moeda socialBanco foi criado para conceder empréstimos e
atender aos mais pobres (Foto: Aluizio Freire)
A abertura do Banco Comunitário Capivari (BCC) garante a circulação da moeda desde o dia 16 de novembro. O prefeito Marcello Zelão foi o principal idealizador da iniciativa.

“Os comerciantes e a população aceitaram a moeda, apoiando a iniciativa. Queremos o melhor para o nosso município. O banco é para atender os trabalhadores, as pessoas mais pobres e não para quem tem dinheiro. Vamos mudar a realidade econômica da cidade através das pessoas de menor poder aquisitivo, que não conseguem empréstimos nos bancos convencionais”, disse Zelão, defendendo o micro-crédito para agricultores e outros setores produtivos.

Com cerca de 22 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, a atividade econômica que movimenta Silva Jardim ainda é a agricultura. Numa cidade cuja renda per capita é de um salário mínimo e meio e que muitos moradores ainda compram a crédito no mercado e deixam a dívida anotada em uma ficha para pagar mensalmente, o chamado “pendura”, um banco que abre com a proposta de oferecer crédito a pessoas com esse perfil precisou ser concebido com alguma flexibilidade.

Em vez de SPC ou Serasa, carro de som
“A gente não consulta o Serasa ou SPC, mas, os vizinhos, para saber se a pessoa merece mesmo crédito. O que exigimos é que a pessoa tenha pelo menos dois anos de endereço fixo”, afirma a analista de crédito do BCC, Tatiana da Costa Pereira. Mas a coisa pode se complicar para os maus pagadores.
Capivari - Moeda socialAnalista do BCC confia nos clientes e não acredita
em grande inadimplência (Foto: Aluizio Freire)
Segundo Tatiana, caso o beneficiado se mantenha inadimplente e fique comprovado que houve má-fé para obter o crédito, ele poderá ter seu nome exposto em uma lista de devedores na entrada no banco ou até anunciado em um carro de som. Isso está previsto no contrato que ele assina e registrado no fórum.

“Mas, sabemos que as pessoas daqui são muito corretas, honestas e bons pagadores”, elogia a analista.

O gerenciamento geral da moeda social ficará a cargo da Associação Comercial, sob a supervisão do Fórum da Economia Solidária de Silva Jardim (Feso).

O suporte técnico e a consultoria para a implantação da moeda, que circula apenas no município, foram dados pelo Instituto Palmas, que já implantou moedas sociais em várias cidades brasileiras e administra uma moeda própria, o Palmas, no Conjunto Residencial Palmeira, em Fortaleza (CE).
O Capivari é emitido e administrado pelo BCC. Além de realizar o trabalho de "câmbio", isto é, a troca de reais por capivaris, o banco tem uma linha de crédito para pequenos empreendedores, com o intuito de promover a geração de trabalho e renda no município.

Capivari
As cédulas são de cinquenta centavos (lilás), um (verde), dois (salmão), cinco (amarela) e dez (azul) capivaris.

A Semtic preparou, ainda, uma cartilha com 20 perguntas e respostas esclarecendo sobre as dúvidas mais frequentes a respeito da nova moeda.
Capivari - PraçaPrefeitura espera que cidade também ganhe
com o turismo (Foto: Marcio Kleber/Divulgação)
A circulação do Capivari é amparada pela Lei de Economia Solidária proposta pela Administração Municipal e aprovada pela Câmara em 27/05/2010. A iniciativa conta com a parceria do Banco do Brasil.

O nome da moeda é em virtude de o município de Silva Jardim ter sido inicialmente conhecido como Capivari, que também é o nome do rio que corta o centro da cidade. A escolha do título para a nova moeda, diz a prefeitura, é uma forma de resgate da história do município. Seu significado é "rio que tem capivara", o que também justifica a escolha da gravura que ilustra as cédulas.

Turismo é outra aposta
A 113 quilômetros do Rio, Silva Jardim é uma pequena cidade interiorana com uma bem cuidada pracinha central , traduzindo o clima de tranquilidade que atrai visitantes das cidades grandes.

A localidade, grande potencial turístico natural, possui cachoeiras e florestas que são um convite a passeios e caminhadas. Silva Jardim faz divisa com os municípios de Casimiro de Abreu, Nova Friburgo, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Araruama.

Uma parte do seu território encontra-se protegido pela Reserva Biológica Poço das Antas, unidade federal de conservação da natureza destinada ao projeto de preservação da Mata Atlântica e do mico leão dourado.

Para quem gosta de praticar esportes náuticos, o endereço é a Lagoa de Juturnaíba, com águas indicadas para banhos, passeios de barco e pescaria. O local é cercado por bares e restaurantes.

Para quem gosta de dar uma esticada, nos arredores de Silva Jardim encontra-se a Aldeia Velha, uma antiga vila fundada por imigrantes suíços e alemães. Algumas casinhas coloniais continuam mantendo o charme da região. O visitante pode fazer caminhadas por trilhas que levam a cascatas que garantem refrescantes mergulhos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Esquecendo o passado

Por Lauro Jardim

Alguém se lembra aí do salário mínimo de 600 reais, uma das grandes bandeiras de José Serra na campanha e que seria encampado pelos oposicionistas na discussão do Orçamento no Congresso? Foi esquecido.
Ironicamente quem ameaça atrapalhar a votação por causa do reajuste é o PDT, partido da base aliada. Por pressão do sindicalista e deputado Paulinho da Força, o partido quer um mínimo de 560 reais, ante os 540 reais da proposta do governo.

Incra: energia é problema de 56% dos assentados

Deu n'O Globo

Em pesquisa, falta de crédito e de estradas para escoar a produção é citada como dificuldade



Uma pesquisa do Incra revela os assentados da reforma agrária ainda sofrem com falta de estradas, de energia e de acesso à crédito.
Pelo levantamento, 56,17% dos assentados não têm energia elétrica ou a têm de forma irregular. E 57,89% consideram ruins ou péssimas as estradas que usam para se chegar aos assentamentos ou para escoar a produção.
Pesquisadores encontraram casos em que assentados no Pará são obrigados a caminhar por quatro ou cinco dias para vender bois. Os assentamentos ficam distantes até mesmo das estradas secundárias, por onde circulam caminhões de compradores de gado.
A pesquisa informa ainda que 47,78% não recebem financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar).
Acesso ao crédito com juros baixos é uma das principais reivindicações dos agricultores. Para muitos deles, sem ajuda financeira, a produção se torna inviável.
O estudo mostra que 42,88% dos assentados chegaram, no máximo, à 5 série e 16,42% são analfabetos. A melhoria do sistema educacional é reivindicação permanente nos assentamentos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Brasil perto do pleno emprego

Deu no Correio Braziliense

A fila das pessoas à procura de emprego no Brasil nunca esteve tão pequena. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em novembro, o país alcançou taxa de desocupação de 5,7%.

O índice é o menor, considerando todos os meses, desde março de 2002, quando começou a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego.

Naquela época, o indicador media 12,9%. Para especialistas, algumas localidades do país estão perto do que se pode chamar de pleno emprego, quando todas as pessoas que querem trabalhar estão ocupadas.

Porto Alegre (RS), por exemplo, registra taxa de desemprego de 3,7%; Rio de Janeiro (RJ), 4,9%; e Belo Horizonte (MG), 5,3%.

"Em Porto Alegre, já é possível falar em pleno emprego. Em outras cidades, como Salvador, onde o índice é de 9%, há espaço para melhorias", afirmou o economista da Fundação Getulio Vargas (FVG) Armando Castelar.

O recorde de novembro é o quarto seguido este ano. A baixa inédita vem desde agosto, quando a taxa chegou a 6,7%, caindo para 6,2% em setembro e atingindo 6,1% em outubro. Em relação a um ano atrás, quando o índice era de 7,4%, o recuo foi de 1,7 ponto percentual. "Após a crise internacional de 2008, esses são números de um país em plena recuperação.

O resultado foi puxado, principalmente, pelo comércio, por conta da contratação de temporários", afirmou o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo.

Em números absolutos, a população desocupada (1,3 milhão de pessoas) atingiu seu menor patamar desde 2002, quando havia 2,5 milhões de desempregados. Em relação a novembro do ano passado, a queda foi de 20,7% ou 354 mil pessoas desocupadas a menos.

O salário médio real dos trabalhadores ficou em R$ 1.516,70 em novembro. Embora represente crescimento de 5,7% nos últimos 12 meses, o valor caiu 0,8% ante outubro (R$ 1.529,15).

"O problema é que, apesar de o salário ter crescido, a inflação subiu em ritmo mais acelerado", explicou a economista do Santander Luiza Rodrigues.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Assentamento em Assu ganha prêmio nacional

Extraído do Jornal O Mossoroense

Projeto de beneficiamento de castanha garante prêmio nacional ao assentamento Novos Pingos

Localizado a 226 quilômetros de Natal, capital potiguar, o assentamento Novos Pingos, instalado há oito anos, dá exemplo de que a aplicação de recursos em prol do desenvolvimento de projetos voltados para o crescimento da comunidade ultrapassa fronteiras regionais.
A Associação do P.A Novos Pingos conquistou o prêmio Valores do Brasil, do Banco do Brasil, na categoria Desenvolvimento Regional Sustentável. A premiação é um reconhecimento ao projeto que contemplou o assentamento com a instalação de uma fábrica de beneficiamento de castanha, iniciativa desenvolvida através da parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) e a Fundação Banco do Brasil.
O projeto de Novos Pingos concorreu com outros 253 projetos da região Nordeste. O troféu foi entregue no último dia 14, em Brasília, ao presidente da associação, Manoel Cristiano da Cunha. A premiação acontece apenas um ano após a instalação da fábrica de beneficiamento, que emprega 20 assentados e beneficia atualmente 1,3 tonelada de castanha ao mês, produzida por 56 famílias assentadas. A capacidade total de beneficiamento é de 3,5 toneladas ao mês.
De acordo com o presidente da associação, mais que um reconhecimento, a premiação é um estímulo ao desenvolvimento de projetos semelhantes que possam gerar renda e melhorias na qualidade de vida de milhares de assentados no Brasil.
A exclusão da figura do atravessador e o aumento no preço da amêndoa comercializada pelos assentados dão conta da grandiosidade do projeto. "Nem sei onde colocar tanto orgulho. Depois que a fábrica foi instalada, é a gente que faz tudo. Colhe a castanha, depois faz todo o processo que, no final, agrega o valor ao produto. A vida de todos melhorou, e devemos tudo isso ao apoio que recebemos do Sebrae e dos parceiros", lembra Manoel Cristiano.
Eliminação de atravessadores garante valorização   
Antes do beneficiamento no próprio assentamento, o quilo da castanha era vendido a R$ 1,00. O valor atual corresponde a R$ 14,00.
Os produtos beneficiados são comercializados junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prefeituras da região e ao Governo Federal, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O diretor técnico do Sebrae/RN, João Hélio Cavalcanti, que também participou da cerimônia de premiação, destaca a importância do prêmio. Para João Hélio, o reconhecimento ao projeto serve como parâmetro para a continuidade do apoio a associações, cooperativas e projetos voltados para o desenvolvimento sustentável. "Esta premiação mostra que estamos no caminho certo. Que o apoio que prestamos está mostrando resultados positivos para o Sebrae e para as comunidades beneficiadas", enfatiza o diretor.
Durante todo o processo de implantação do projeto no assentamento Novo Pingos, os assentados receberam atendimento de consultorias e capacitações, através do projeto de Cajucultura do  Sebrae.
O gestor do projeto, Lecy Gadelha, afirma que a premiação coroa o empenho, a organização, e a união dos assentados. "Eles formam uma comunidade altamente organizada, que ganha credibilidade a cada dia. E mais que os ganhos na melhoria de vida, o prêmio garante ganhos imensuráveis a cada um dos assentados", avalia. O prêmio Valores do Brasil acontece a cada dois anos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Classe C já compra mais do que AB

Mariana Sallowicz, Folha de S. Paulo

A classe C se tornou a principal consumidora de eletrodomésticos e eletrônicos e desbancou as famílias das classes A e B durante os anos de governo Lula.

A chamada "nova classe média" deverá encerrar 2010 com 45% da fatia de gastos desses produtos no país, enquanto os mais ricos ficarão com 37%.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Está proibido cobrar estacionamento em shopping no RN

Deu em Notas e Comentários

A Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei que acaba com a cobrança de estacionamento nos shopping centers do Estado.

Os deputados também votaram, e aprovaram, a proposta que proíbe a cobrança no Rio Grande do Norte das tarifas de assinatura básica de serviços de telefonia fixa e móvel.

Os dois projetos precisam de sanção do governador.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Walmart (proprietário do Hiper Bom Preço) pode ir a juri por discriminar cerca de 1,5 milhão de funcionárias

Maior processo coletivo da história

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
A Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos aceitou examinar a validade da maior demanda coletiva da história, que reúne 1,5 milhão de empregados e ex-empregados do distribuidor Walmart, anunciou o tribunal nesta segunda-feira.
A mais alta jurisdição dos Estados Unidos deverá dizer, antes de junho, se dá sinal verde a um processo por discriminação sexual.
Tudo começou com uma queixa apresentada em 2001 por sete funcionárias do Walmart, segundo a qual "receberiam salários menores que o dos homens para exercer a mesma função, apesar de maior tempo de escola e de empresa". Em 2007, em primeira instância, um juiz federal as autorizou a representar a totalidade dos empregados do Walmart contratados desde dezembro de 1998, ou seja, cerca de 1,5 milhão de pessoas. A decisão foi confirmada na apelação, em abril, por um tribunal de San Francisco, em votação muito apertada por 6 votos a 5, e hoje contestada pelo Walmart na Corte Suprema.

A revolução de Cantona contra os bancos

Do Terra Ex-jogador pede revolução contra bancos e atrai seguidores

06 de dezembro de 2010 • 14h43 • atualizado 14h58 
O ex-jogador diz que vai tirar seu dinheiro do banco nesta terça
LÚCIA MÜZELL JARDIM
Direto de Paris 
Conhecido por declarações sobre campos bem diferentes dos de futebol, o ex-jogador francês Eric Cantona - um ídolo na França e na Inglaterra, onde fez carreira - atraiu milhares de seguidores em uma proposta de destruição do sistema bancário. Em outubro, Cantona sugeriu em um vídeo que as pessoas retirassem todo o dinheiro que mantêm nos bancos, e na semana passada o ex-craque prometeu, em entrevista ao jornal Libération, que faria a sua parte nesta terça-feira.
"A revolução é muito simples de ser feita hoje. Ao invés de ir às ruas fazer quilômetros de manifestações, você vai ao banco da sua cidade e retira todo o teu dinheiro", conclamou o ex-atacante da seleção francesa e ídolo do Manchester United, argumentando que se 20 milhões de pessoas decidem fazer o mesmo, o sistema bancário desmoronaria. "É uma revolução sem armas, nem sangue. Estou constatando essa estranha solidariedade que está nascendo, então, sim, no dia 7 de dezembro, eu irei ao banco", reiterou na quarta-feira, ao Libération. A polêmica foi imediata. Os meios de comunicação franceses repercutiram a declaração e em poucas horas os internautas começaram a se manifestar em sites e em redes sociais, afirmando que fariam o mesmo. "O dinheiro dos bancos é o nosso dinheiro e nós o ganhamos com muito suor. Temos o direito de fazermos o que bem entendermos com ele", disse Jean-Jacques Saliou, uma das pessoas que promete acompanhar Cantona na "revolução". "Não podemos continuar pagando os salários milionários dos grandões das finanças sem dizer nada", afirmou Evelyne Maller.
O rumor aumentou a tal ponto que a ministra da Economia Christine Lagarde comentou assunto, dizendo que "existem pessoas que jogam magnificamente futebol, mas eu não me arriscaria. Acho que cada um tem de se concentrar nas suas competências".
No sábado - quando o número de aderentes à iniciativa em uma página do Facebook chegava a 34 mil -, foi a vez do ministro do Orçamento, François Baroin, ser mais severo nos comentários, chamando a iniciativa de "grotesca e irresponsável". "Cantona como conselheiro financeiro não pode ser levado a sério. Cada um na sua área", disse Baroin.
A ideia de Cantona já cruzou as fronteiras: na Bélgica, a cenarista Géraldine Feullien abriu um site, Bankrun2010.com, através do qual espera conquistar seguidores no mundo inteiro. O endereço tem tradução em oito línguas. "Com ou sem a nossa contribuição, esse sistema bancário atual irresponsável vai explodir mais cedo ou mais tarde. O melhor é nos prevenirmos e agirmos desde já, guardando o nosso dinheiro em casa ou em bens", defendeu Feuillien. "Independente dos resultados desta ação, as pessoas terão a ocasião de pensar sobre o imenso golpe que representa o sistema monetário de hoje. É o momento de se exigir que se construa um outro que seja verdadeiramente a serviço do cidadão."
Apesar da mobilização, especialistas afirmam que as chances de uma catástrofe são mínimas. Mesmo que todas as pessoas que prometem publicamente seguir o ex-jogador de fato retirem as economias do banco amanhã, esse movimento em massa representaria apenas 0,07% da população da França, a contar pelas manifestações na internet.
Antes de mais nada, nem todos poderiam retirar o dinheiro da conta amanhã mesmo, porque os bancos não têm liquidez para isso, ressaltou o economista Jézabel Couppey-Soubeyran, da Universidade Paris 1 - Panthéon-Sorbonne. Ele disse, no entanto, que se 20 milhões de pessoas decidissem retirar o seu dinheiro ao longo de alguns dias, essa atitude colocaria os bancos em risco. "Não é o mais adequado a se fazer para se rebelar, porque, por mais descontentes que estejamos, o nossos sistema todo ainda depende dos bancos."
Sem liquidez, os bancos cessariam os pagamentos e as poupanças dos correntistas seriam as primeiras prejudicadas. Os juros explodiriam e provocariam a alta das taxas de inflação, levando a economia inteira de um país ao desequilíbrio, já que os financiamentos - e consequentemente, os investimentos - ficariam suspensos. A revolução prejudicaria, sim, os bancos, que seriam obrigados a decretar falência. Mas a medida extremista também afetaria gravemente todo o restante da sociedade.
"Essa ideia de Cantona não é nada engraçada. Ela colocaria todo o sistema em dificuldades, e as primeiras a serem penalizadas seriam as pessoas comuns, que não teriam mais acesso ao crédito", analisou Catherine Lubochinsky, diretora do mestrado em Finanças da Universidade Paris II - Panthéon-Assas. "O que ele quer? Que voltemos à uma economia medieval baseada na troca? Há meios de demonstrar insatisfação, mas esse seguramente não é o mais inteligente."
Não foi a primeira vez que Cantona deu palpites em outras áreas além do futebol. No ano passado, ele comentou o endurecimento das políticas de imigração da França e disse que a criação de um ministério da Identidade Nacional era "coisa de idiota". Ele também participou de uma ampla campanha por mais acomodações dignas aos pobres, quando era seguidamente visto criticando as políticas do presidente Nicolas Sarkozy.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nossas cidades perto de nível 'norueguês' de desemprego

Com a queda acentuada do desemprego, falta mão de obra e trabalhadores trocam o serviço doméstico para trabalhar no comércio
Glauber Gonçalves, Estadão.com
No embalo da forte demanda interna, que puxa a economia, regiões mais prósperas estão alcançando os níveis de desemprego mais baixos já registrados no País. A taxa de desemprego na região metropolitana de Porto Alegre em outubro caiu para 3,7%, comparável com padrões noruegueses, um dos mais baixos do mundo.
Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo também se destacam pelos índices reduzidos, segundo dados do IBGE.
Os indicadores excepcionais levantam questionamentos sobre a sustentação do desempenho e não escondem que o Brasil precisa avançar muito para se aproximar da realidade de países mais desenvolvidos.
A queda do número de desocupados, embora positiva para o País, traz um problema: a falta de mão de obra disponível no mercado de trabalho.
Em Belo Horizonte e Porto Alegre, já há redução de pessoas ocupadas em trabalhos domésticos, atraídas para outros setores que remuneram melhor ou dão mais status social.
"Quando cai a taxa de desemprego, há menos trabalhadores livres e dispostos a assumirem esses postos", afirma Eduardo Schneider, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese).
"Uma hipótese é que o setor comercial esteja absorvendo muita mão de obra proveniente do serviço doméstico", diz.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Governo já estuda corte de R$ 45 bi em 2011

Deu em O Globo

Para fechar as contas ano que vem, aperto precisará ser maior do que os R$ 20 bilhões admitidos por Mantega
Cristiane Jungblut e Martha Beck

O governo de Dilma Rousseff terá que apertar muito o cinto se quiser pôr em prática o discurso de austeridade fiscal pregado por sua equipe econômica.
Embora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já fale publicamente em cortar R$ 20 bilhões no Orçamento, os cálculos dos técnicos indicam que esse valor terá que ser muito maior — pelo menos R$ 45 bilhões — para que o governo feche as contas em 2011.
Essa meta, de um esforço fiscal de cerca de R$ 45 bilhões, foi discutida ontem, em reunião da atual e futura equipes com representantes do Congresso responsáveis pela elaboração do Orçamento.
A primeira medida será promover um chamado "corte virtual" na proposta do Orçamento da União para 2011, em discussão no Congresso, com propostas de novas despesas que chegam a R$ 20 bilhões.
Esse "corte virtual" consiste, na verdade, em impedir que sejam aprovados esses projetos, com reajuste de grande impacto financeiro. Entre eles está o aumento para os servidores do Poder Judiciário, que aumentaria os gastos em R$ 7 bilhões.
No caso do salário mínimo, a equipe econômica avisou que aceita, como teto, R$ 550, com impacto de R$ 3,4 bilhões além do já previsto no Orçamento (R$ 538).
O governo aceitara anteriormente um aumento para R$ 560. Os R$ 580 reivindicados pelas centrais sindicais representariam uma receita extra de R$ 12 bilhões.
Ao deter as pressões sobre o valor do mínimo, o governo também reduz o rombo provocado pelo reajuste que será dado aos aposentados que ganham acima do piso. A proposta é que seja dado a eles 80% do que for dado ao mínimo.
O governo também recuou na ideia de já garantir no Orçamento um reajuste para o Bolsa Família, como pedira Dilma. A ideia, segundo interlocutores do governo, é conceder um reajuste ao longo de 2011, mas não agora.
Assim, não seria autorizada agora a verba extra de R$ 1 bilhão que já havia sido reservada para a ampliação do programa.

Justiça suspende cobrança de taxa de estacionamento para funcionários do Mossoró West Shopping

Deu no Jornal de Fato

MAGNOS ALVES
Da Redação

O juiz da Primeira Vara do Trabalho de Mossoró, Carlito Antônio da Cruz, suspendeu a cobrança de taxa de estacionamento dos empregados das empresas que mantêm atividade no Mossoró West Shopping (MWS).
A medida do juiz Carlito Antônio da Cruz atende aos pedidos realizados em ação civil pública pela Procuradoria do Trabalho de Mossoró, que sustentava que o acesso dos trabalhadores ao estacionamento deveria ser gratuito, uma vez que o local onde o condomínio comercial está instalado não é servido adequadamente por transporte público, fato que leva os trabalhadores a irem ao seu local de trabalho em veículo próprio.
A Procuradoria também sustentou que a taxa de estacionamento não era cobrada inicialmente e que sua cobrança, após anos de isenção, feriria os princípios da boa fé e segurança jurídica, ainda mais quando os trabalhadores que ganham, na sua maioria, um salário mínimo, se viam obrigados a mensalmente, gastar o valor correspondente a uma cesta básica com o custeio do acesso ao estacionamento.
Para o Procurador do Trabalho, Rosivaldo da Cunha Oliveira, a decisão liminar reconhece direito claro e evidente, uma vez que o trabalhador precisa do acesso ao estacionamento para que possa chegar ao seu local de trabalho e exercer sua atividade. O acesso ao estacionamento estaria inserido na relação contratual trabalhista como um dever do empregador.
Doutra ponta, para o Procurador do Trabalho a cobrança seria ilegal porque se, de um lado, para os lojistas, estes se beneficiam pela não-concessão de vales-transporte, porque seus empregados se deslocam até o trabalho em veículo próprio, por outro, o shopping aumenta seu faturamento cobrando taxa alterando situação benéfica fixada aos trabalhadores, afrontando o art. 468 caput da CLT.
A decisão foi publicada no último dia 3 de novembro, "mas o MWS só suspendeu a cobrança no dia 19 do mesmo mês", informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Mossoró e Região (SECOM), Raimunda Soares. Dessa forma, o MWS estaria sujeito à multa - de R$ 5 mil por cada cobrança indevida - prevista na decisão liminar.
Raimunda Soares informou que o MWS cobrava R$ 1 por carro e R$ 0,50 por moto que estacionasse transportando funcionários. "A decisão é liminar e uma audiência foi marcada para o dia 30 (de novembro) para resolver essa questão", observou a sindicalista.
A direção do MWS não se pronunciou até o fechamento desta edição.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

R.R Soares oferece R$ 10 milhões para o SBT por 5 horas diárias


O empresário e apresentador Silvio Santos, quando esteve no Palácio do Planalto, em Brasília (22.out.2010)
O empresário e apresentador Silvio Santos, quando esteve no Palácio do Planalto, em Brasília

O escândalo financeiro de cerca de R$ 2,5 bilhões que envolve o Grupo Silvio Santos fez com que o SBT abrisse negociação para venda de horário para igrejas evangélicas. Três igrejas fizeram ofertas nas últimas 48 horas para comprar fatias ou mesmo toda a madrugada do SBT. São elas: o Ministério Silas Malafaia, a Igreja Internacional da Graça e a Igreja Universal.
Por meio de sua assessoria, a emissora confirmou negociações, recusou-se a dizer nomes, mas disse que “não são novas as ofertas de igrejas que querem comprar horas da madrugada”. O SBT acrescentou que, “até o momento, nenhuma proposta interessou”.
Depois de se reunir com o pastor Malafaia anteontem, o SBT teria recebido uma nova proposta da Internacional, de R.R. Soares, no valor de R$ 10 milhões mensais (cinco horas diárias, de segunda a domingo). Ninguém confirma.
No primeiro trimestre do ano passado, Soares já havia oferecido R$ 5 milhões por três horas, mas o SBT recusou. Soares é cunhado de Edir Macedo, que também sinalizou ontem ao Grupo SS que estará sempre disposto a comprar horários do SBT.
Pela legislação, como igreja, a Universal tem direito a comprar horário em outras emissoras –o que já faz (Gazeta, Rede TV).
A assessoria do SBT não quis comentar as negociações e nem os valores citados acima.
Se Silvio Santos vender espaço da grade a uma igreja, seja por curto ou longo prazo, talvez melhore ou até mesmo salve as catastróficas contas do Grupo SS. Só que, nesse caso, o SBT deixará de ser a única TV aberta sem qualquer programação religiosa. O SBT é o único canal laico hoje, já que até a Globo tem a “Santa Missa” católica aos domingos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Brasil cresce: Empresas disputam classes C e D e preveem faturar até 80% a mais

Empresas e consultorias especializadas em atender o mercado de baixa renda esperam faturar até 80% a mais neste ano, com projetos voltados para consumidores emergentes.
Os brasileiros das classes C e D passaram a ser "disputados" por diferentes segmentos econômicos depois que as empresas perceberam o potencial de compra desses consumidores. Só neste ano estima-se que as duas classes juntas devem movimentar R$ 834 bilhões.
"Cresce o número de empresas que buscam consultoria para atender os consumidores dessa faixa de renda", afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, que já registrou aumento de 62% em seu faturamento, no primeiro semestre deste ano sobre igual período de 2009, em função da maior procura e interesse das empresas nesse mercado. De janeiro a setembro deste ano, 39 empresas (das quais 27 são multinacionais) contrataram o Data Popular para desenvolver 75 projetos (de pesquisa,
estratégia de negócios e reposicionamento de marca) para consumidores de baixa renda. O crescimento em relação ao número de projetos desenvolvidos no mesmo período de 2009 foi de 55%.
A previsão do instituto, uma das três consultorias especializadas nesse ramo, é faturar 80% mais até dezembro sobre o resultado de 2009.
Para entender o comportamento das famílias com renda de um e dez salários mínimos e auxiliar novos negócios destinados a esse público, o instituto Data Popular vai realizar amanhã e quanrta-feira o primeiro congresso nacional para discutir ações e iniciativas para os "mercados emergentes".
O congresso vai reunir no hotel Renaissance, em São Paulo, empresas com experiência nesse mercado e executivos que recentemente têm adotado iniciativas para atender as carências desse consumidor.
Entre eles estão a presidente do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, a diretora de Marketing da TAM, Manoela Amaro, o vice-presidente do Mc Donald's, Mauro Multedo, e o vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, Hugo Bethlem.
AVIAÇÃO E CLASSE C
Recentemente o Magazine Luiza fechou parceria com a Azul Linhas Aéreas para lançar um novo serviço de venda de passagens e pacotes em algumas lojas da rede em Limeira, Campinas e Sorocaba, no interior paulista. A parceria é também uma reação à lançada pelas Casas Bahia, que começou a vender bilhetes da TAM em três de suas filiais na capital paulista.
O mercado de aviação é um dos que mais cresce impulsionado pela melhora na renda da classe C. Seis a cada dez brasileiros que planejam viajar de avião pela primeira vez nos próximos 12 meses são da classe C (com renda de três a dez salários mínimos), segundo estimativa do Data Popular a partir de levantamento feito com 5.000 consumidores de todo o país durante o primeiro semestre. Esse é um dos temas que será abordado no congresso.
"Entender que as classes C e D são formadas por consumidores de comportamentos tão distintos é crucial para qualquer negócio. Enquanto o consumidor tradicional quer produtos e serviços que ofereçam exclusividade, o emergente busca aceitação e pertencimento, se tornando mais fiel a marcas que o acolhem com atenção", afirma Meirelles.
"Como a nova classe média já representa metade da população, e vai continuar crescendo com a ascensão social da classe D, as empresas precisam entender que o consumidor de baixa renda não é mais um nicho de mercado, mas sim um cliente em potencial."

Da Folha de São Paulo

O Brasil cresce: Produção de veículos já cresceu 15,3% em 2010

Segundo a Anfavea, produção de veículos no Brasil já passa dos três milhões de veículos em 2010

O setor automobilístico produziu 321,8 mil veículos em outubro, o que representa uma alta de 5,5% em relação a setembro e um crescimento de 1,5% na comparação com outubro do ano passado. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
No mês passado, as vendas de veículos no mercado brasileiro somaram 303,2 mil unidades, o que indica uma queda de 1,3% ante setembro e uma elevação de 3% ante outubro de 2009. No acumulado de janeiro a outubro de 2010, as vendas de 2,81 milhões unidades representaram uma alta de 8% ante os veículos comercializados em igual período de 2009. Nos 12 meses encerrados em outubro, as vendas acumulam alta de 12,8%.
De acordo com a Anfavea, foram produzidas 3,04 milhões unidades de janeiro a outubro, o que indica uma alta de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em outubro, a produção de veículos acumulou alta de 22,3%.
Exportações
A Anfavea informou ainda que as exportações do setor automobilístico, em valores, somaram US$ 1,32 bilhão em outubro. O resultado indica uma alta de 11,6% em relação a setembro e um crescimento de 50,3% na comparação com outubro do ano passado.
Em quantidade de veículos exportados, outubro fechou com exportação total (montados e CKD) de 78.072 unidades, o equivalente a um aumento de 6,8% ante setembro e um crescimento de 61,1% em relação a outubro de 2009. Nos dez primeiros meses de 2010, as vendas externas de veículos, em valores, subiram 61,1% ante igual período de 2009, para US$ 10,54 bilhões. Nos 12 meses até outubro, as vendas externas em valores subiram 46,8%. De janeiro a outubro, foram exportadas 649.302 unidades, o que indica uma alta de 74,8% ante o mesmo período do ano passado.
Vendas de carro flex representam 85,9%
As vendas de automóveis e veículos comerciais leves modelo bicombustível (flex) somaram 247.094 unidades em outubro, com uma participação de 85,9% da categoria. O resultado ficou praticamente estável em relação ao desempenho de setembro, quando a fatia era de 86%, com 250.727 unidades. Na comparação com outubro de 2009, quando a participação era de 87,3% e 245.608 unidades, houve um recuo.
A Anfavea informou ainda que o setor automotivo como um todo encerrou o mês de outubro empregando 135.253 pessoas, o que representa uma alta de 0,9% em relação a setembro. Na comparação com outubro de 2009, o setor registrou uma alta de 11% no contingente de empregados.
O segmento de máquinas agrícolas viu sua força de trabalho subir 0,7% em outubro ante setembro, passando de 18.449 para 18.580 vagas. Em relação a outubro de 2009, a alta é de 24,6%. A área de autoveículos exibiu uma alta de 0,9% no contingente de empregados, saindo de 115.577 em setembro para 116.673 funcionários no mês seguinte. Em relação a outubro de 2009, houve alta de 9,1%.

Redação Época com Agência Estado

O Brasil cresce: país será a 7ª economia do mundo em 2011, diz FMI

Deu na Folha de São Paulo

A presidente eleita, Dilma Rousseff, vai governar a sétima maior economia mundial, posto que o Brasil alcançará em 2011, segundo a projeção mais recente do Fundo Monetário Internacional.

Não será a primeira vez que o país terá chegado lá. A última foi em meados dos anos 90. Mas o Brasil só sustentou a sétima posição por dois anos, indo ladeira abaixo a partir de 1996 até baixar ao 12º lugar em 2002.

Desde então, a volatilidade do crescimento econômico do país diminuiu. Ou seja: o tradicional sobe e desce, ou os chamados voos de galinha, deu lugar à maior estabilidade na trajetória de expansão econômica.

O resultado é que a projeção do Fundo revisada em outubro indica que o país permanecerá no posto de sétima maior economia até, pelo menos, 2015, último ano para o qual há previsões.

Nos últimos anos, a economia brasileira ultrapassou em tamanho a canadense e a espanhola. Em 2010, quase empata com a Itália.

A implicação geopolítica para o futuro governo Dilma dessa consolidação do Brasil entre as potências econômicas pode ser resumida em um clichê: quanto maior o poder, maior a responsabilidade.

"O Brasil está ocupando a posição de países desenvolvidos e, com isso, cresce seu prestígio nas negociações internacionais", diz Ernesto Lozardo, professor de economia da Eaesp-FGV e autor do livro "Globalização - A Certeza Imprevisível das Nações".

A contrapartida é resumida por Fernando Cardim, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "As responsabilidades do país continuarão aumentando e o novo governo terá de mostrar se está preparado para isso".

domingo, 7 de novembro de 2010

Dilma quer baixar juros e deve tirar Meirelles do BC

O Estado de São Paulo

Embora avalie que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi importante na política de combate à inflação do governo Lula e certeiro nas medidas de contenção dos efeitos da crise mundial de 2008 e 2009 no Brasil, a presidente eleita Dilma Rousseff tende a não aproveitá-lo no posto, informa o repórter João Domingos. Para forçar a redução das taxas de juros, Dilma quer centralizar em torno de si todas as ações do início do governo e pretende colocar na área econômica vários desenvolvimentistas, como ela.
O plano estratégico da eleita prevê alcançar a meta de taxa real de 2% (descontada a inflação) em 2014 – hoje, a taxa básica está em 10,75%. Com isso, Meirelles, que sempre defendeu a alta dos juros contra a inflação, ficará em uma situação desconfortável. Uma solução para Meirelles – e ele já se mostrou simpático à ideia – seria nomeá-lo embaixador do Brasil em Washington.