Os Rosado são uma família dividida?
Veja essas fotos feitas durante o Carnatal, no último final de semana, extraídas do blog de Thaisa Galvão.
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Membro da Igreja Batista Regular da Fé - Mossoró/RN. Formado em Agronomia pela UFERSA e Direito pela UERN. Servidor do TRT da 21ª Região. Torcedor do Vasco. Comentários sobre vida cristã, família, esporte, música, política, direito e os assuntos que mais chamam a atenção na internet e na mídia no momento.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Rosado: uma família dividida para manter o poder
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Blog do José Rebouças
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segunda-feira, dezembro 06, 2010
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Nossas cidades perto de nível 'norueguês' de desemprego
Com a queda acentuada do desemprego, falta mão de obra e trabalhadores trocam o serviço doméstico para trabalhar no comércio
Glauber Gonçalves, Estadão.com
No embalo da forte demanda interna, que puxa a economia, regiões mais prósperas estão alcançando os níveis de desemprego mais baixos já registrados no País. A taxa de desemprego na região metropolitana de Porto Alegre em outubro caiu para 3,7%, comparável com padrões noruegueses, um dos mais baixos do mundo.
Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo também se destacam pelos índices reduzidos, segundo dados do IBGE.
Os indicadores excepcionais levantam questionamentos sobre a sustentação do desempenho e não escondem que o Brasil precisa avançar muito para se aproximar da realidade de países mais desenvolvidos.
A queda do número de desocupados, embora positiva para o País, traz um problema: a falta de mão de obra disponível no mercado de trabalho.
Em Belo Horizonte e Porto Alegre, já há redução de pessoas ocupadas em trabalhos domésticos, atraídas para outros setores que remuneram melhor ou dão mais status social.
"Quando cai a taxa de desemprego, há menos trabalhadores livres e dispostos a assumirem esses postos", afirma Eduardo Schneider, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese).
"Uma hipótese é que o setor comercial esteja absorvendo muita mão de obra proveniente do serviço doméstico", diz. Tweet
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domingo, dezembro 05, 2010
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Economia
A história da "cabeleireira" da equipe de transição
Por Luis Nassif
No último dia 10 de novembro, a advogada gaúcha Márcia Westphalen teve sua nomeação para o cargo Especial de Transição Governamental publicada no Diário Oficial da União. Na tarde daquele mesmo dia, Márcia recebe telefonema do repórter Breno Costa, do auto-denominado jornal Folha de S.Paulo. “Ele queria saber se eu havia trabalhado como cabeleireira, pois havia feito uma busca no Google, com meu nome, e encontrou essa informação”. O jornalista quis saber, também, como ela havia sido nomeada e qual seria o seu cargo.
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Eis o relato de Márcia Westphalen: “Pacientemente, expliquei que havia trabalhado em um salão durante um período curto, que não chegava a cinco meses, em uma época de crise financeira, mas que aquela nunca foi minha atividade principal. Disse que era formada em Direito pela PUC-RS, que tinha inscrição na OAB, que falava quatro idiomas, e que no período em que trabalhei no salão eu me ocupava mais com produção para desfiles, marcas e modelos do que com atendimento direto a pessoas físicas.
Falei que havia trabalhado em diversas empresas, sempre com cargos que envolviam confiança, e que qualquer dos meu ex-empregadores poderia atestar. Contei ainda que havia morado na Inglaterra e na Argentina, sempre trabalhando.
Disse que ele estava mal informado, pois no Governo de Transição não havia cargos, somente uma escala de nomeação que vai do número I ao V ou VI, não sabia bem, conforme ele poderia verificar no Diário Oficial, e que trabalharia na função de secretária executiva”.
Márcia Westphalen informou ainda que já havia trabalhado na coordenação de campanha de Dilma Rousseff, no escritório político, e que lá exercia a função de secretária/assistente do coordenador administrativo, e que, por isso, havia sido selecionada para o Governo de Transição.
“Ele perguntou como eu havia entrado lá. Contei que foi por análise de currículo. Fui, pedi, fiz entrevista e fui contratada. Assim. Ele falou que só estava verificando, que eu não me preocupasse. Mas eu já tinha sentido a maldade...
”Segue o relato: “Logo depois, começo a telefonar para meus contatos, pois me ocorrera o seguinte: como ele tinha o número do meu celular de Porto Alegre, sendo que eu trabalhava aqui na Transição, que tem Assessoria de Imprensa e tudo?
Descubro que ele havia ligado para o XXXXXX, meu último empregador antes da campanha, uma produtora, fazendo-se passar por amigo meu, dizendo que sentia saudades de mim e pedindo o meu celular. O pessoal de lá, sempre ocupado, diz que não tem em mãos o meu número, mas que passaria o telefone da XXXXXX, que era minha amiga e que o teria, com certeza. Descubro que ele havia telefonado para ela da mesma forma baixa e anônima. E que ele mentira novamente. Falou que morria de saudades de mim, que queria saber como andava minha vida, como eu estava aqui em Brasília, se ainda cortava cabelos...
A XXXXX, pessoa de boa-fé, disse que eu estava bem, que não trabalhava mais com cabelos, que estava superfeliz aqui etc. Não sei o que mais ela falou, mas sei que caiu na lábia dele, porque até achou que era algum ex-namorado meu... Quando eu falei para ela que aquele sujeito era um jornalista da Folha de S.Paulo, e que senti a maldade dele, ela queria morrer...”
No dia seguinte, uma nova versão da vida de Márcia Westphalen aparece estampada na Folha de S.Paulo, assinada por…Breno Costa.
Em poucas horas, como um rastilho de pólvora, a "notícia" abaixo já está alastrada em emissoras de rádio, portais de internet e blogs limpinhos.
O governo vai pagar mais de R$ 6.800 para uma cabeleireira gaúcha trabalhar como secretária na equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff. Márcia Westphalen é uma das 13 pessoas nomeadas ontem para compor o governo de transição de Dilma Rousseff, até a posse da nova presidente.Até 2009, ela trabalhava como cabeleireira num salão de beleza em Porto Alegre. Manteve até ontem à tarde no ar um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". O blog saiu do ar após a Folha entrar em contato com o governo de transição.
No blog, se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo".
Segundo o governo de transição, Westphalen é formada em direito e foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar, de acordo com a assessoria, como secretária trilíngue.
À Folha Westphalen informou outra função. Também disse que foi selecionada por análise de currículo, mas que trabalhou na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha de Dilma.Sobre seu papel no governo de transição, disse que ainda não sabia qual seria sua função, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.
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domingo, dezembro 05, 2010
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
EUA: governador anuncia parque de diversões criacionista
Deu no Blog do Fernando Rodrigues
Para quem acha que temas religiosos invadiram a política brasileira na última eleição, nos EUA a coisa é muito mais profunda.
O governo do Kentucky (um dos 50 Estados dos EUA) comunicou que negocia com um grupo privado a construção de parque temático baseado na Bíblia. A informação foi divulgada em texto oficial (em inglês), com declarações do governador Steve Beshear, em 1°.dez.2010.
O empreendimento deve custar US$ 150 e se chamará “Ark Encounter” (“Encontro com a Arca”, em tradução livre). Entre as atrações, uma arca de Noé em grande escala, animais vivos, uma vila antiga do Oriente Médio e réplica da Torre de Babel.
“O parque deve gerar 900 empregos e US$ 250milhões em receita para o Kentucky”, diz o texto. A inauguração está prevista para 2014 e, nesse 1° ano de funcionamento, o governo espera receber 1,6 milhão de visitantes.
Parceiro do empreendimento é o grupo Ark Encounter LLC, conhecido pelo já inaugurado “Creation Museum” (em português, o “Museu da Criação”). “O museu traz as páginas da Bíblia à vida, elencando seus personagens e animais de forma dinâmica”, dia texto de apresentação no site do museu. Tweet
Para quem acha que temas religiosos invadiram a política brasileira na última eleição, nos EUA a coisa é muito mais profunda.
O governo do Kentucky (um dos 50 Estados dos EUA) comunicou que negocia com um grupo privado a construção de parque temático baseado na Bíblia. A informação foi divulgada em texto oficial (em inglês), com declarações do governador Steve Beshear, em 1°.dez.2010.
O empreendimento deve custar US$ 150 e se chamará “Ark Encounter” (“Encontro com a Arca”, em tradução livre). Entre as atrações, uma arca de Noé em grande escala, animais vivos, uma vila antiga do Oriente Médio e réplica da Torre de Babel.
“O parque deve gerar 900 empregos e US$ 250milhões em receita para o Kentucky”, diz o texto. A inauguração está prevista para 2014 e, nesse 1° ano de funcionamento, o governo espera receber 1,6 milhão de visitantes.
Parceiro do empreendimento é o grupo Ark Encounter LLC, conhecido pelo já inaugurado “Creation Museum” (em português, o “Museu da Criação”). “O museu traz as páginas da Bíblia à vida, elencando seus personagens e animais de forma dinâmica”, dia texto de apresentação no site do museu. Tweet
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Processos judiciais interessantes
ROBERT RICE X CADEIA
2002 Draper (Estados Unidos) Vitória do réu
Condenado a uma pena de 15 anos por roubo, o americano Robert Rice entrou na Justiça alegando que o presídio violava seu direito de praticar sua religião – o vampirismo druida! Para exercer sua fé, Robert queria beber sangue e manter relações sexuais com uma vampira na cadeia!
A prisão se defendeu dizendo que ele tinha se identificado como católico quando foi preso – e que visitas íntimas são proibidas por lá. O tribunal negou o pedido sanguinário do cara.
MARTA ALMEIDA X CARROCINHA
2002 Belo Horizonte (Brasil)
Em 1997, a vira-lata Pretinha foi capturada pela carrocinha de Belo Horizonte e sacrificada antes do prazo de dois dias, previsto em lei. A dona da cadelinha exigiu indenização de 50 mil reais por danos morais. Ela perdeu a causa na justiça estadual, mas recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do Brasil!
A dona de Pretinha teve mais cinco casos no STF. Em um deles, ela processava o condomínio onde mora por violação de correspondência.
WANDA HUDSON X ARMAZÉM PARKWAY
2001 Mobile (Estados Unidos) Vitória da reclamante
Depois de ser despejada de casa, a americana Wanda Hudson resolveu guardar suas coisas no armazém Parkway. Mas a gerente do armazém viu a porta aberta e a trancou, pensando que não havia ninguém lá dentro. Wanda ficou presa por 63 dias comendo o rango enlatado do depósito. Perdeu 70 dos seus 150 quilos!
A pedida inicial de Wanda era de 10 milhões de dólares, mas ela acabou levando apenas 100 mil. Tudo porque o júri concluiu que Wanda também foi culpada pelo incidente. Afinal ela não gritou por socorro enquanto esteve presa…
PHILIP SHAFER X DELTA AIRLINES
2002 Ashland (Estados Unidos)
O advogado Philip Shafer estava processando a Delta Airlines por ter lhe vendido um assento no avião ao lado de um homem gordo. Durante as duas horas do vôo entre New Orleans e Cincinnati, ele se sentiu “casado” com o rolha de poço, porque os dois ficaram unidos do joelho ao ombro.
Ele alegava que a Delta não lhe deu conforto, deixando-o “angustiado”. Seu pedido: 9 500 dólares.
POLÍCIA X EMPRESA TASER
2002 Madera (Estados Unidos) Vitória do réu
Para conter um suspeito nervosinho em sua viatura, a policial Marcy Noriega quis usar uma arma paralisante que inibe os movimentos com choques elétricos. Só que a infeliz se enganou, pegou sua arma de verdade e mandou bala no rapaz, que morreu na hora. A polícia da cidade pôs a culpa na empresa Taser, fabricante da pistola paralisante. Segundo os tiras, a arma de mentira parece muito com uma de verdade e “confunde” os policiais.
A Justiça inocentou a empresa. A arma paralisante pesa a metade de uma arma de verdade, tem um cano duas vezes maior e listras adesivas amarelas pra não ser confundida! Tweet
2002 Draper (Estados Unidos) Vitória do réu
Condenado a uma pena de 15 anos por roubo, o americano Robert Rice entrou na Justiça alegando que o presídio violava seu direito de praticar sua religião – o vampirismo druida! Para exercer sua fé, Robert queria beber sangue e manter relações sexuais com uma vampira na cadeia!
A prisão se defendeu dizendo que ele tinha se identificado como católico quando foi preso – e que visitas íntimas são proibidas por lá. O tribunal negou o pedido sanguinário do cara.
MARTA ALMEIDA X CARROCINHA
2002 Belo Horizonte (Brasil)
Em 1997, a vira-lata Pretinha foi capturada pela carrocinha de Belo Horizonte e sacrificada antes do prazo de dois dias, previsto em lei. A dona da cadelinha exigiu indenização de 50 mil reais por danos morais. Ela perdeu a causa na justiça estadual, mas recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do Brasil!
A dona de Pretinha teve mais cinco casos no STF. Em um deles, ela processava o condomínio onde mora por violação de correspondência.
WANDA HUDSON X ARMAZÉM PARKWAY
2001 Mobile (Estados Unidos) Vitória da reclamante
Depois de ser despejada de casa, a americana Wanda Hudson resolveu guardar suas coisas no armazém Parkway. Mas a gerente do armazém viu a porta aberta e a trancou, pensando que não havia ninguém lá dentro. Wanda ficou presa por 63 dias comendo o rango enlatado do depósito. Perdeu 70 dos seus 150 quilos!
A pedida inicial de Wanda era de 10 milhões de dólares, mas ela acabou levando apenas 100 mil. Tudo porque o júri concluiu que Wanda também foi culpada pelo incidente. Afinal ela não gritou por socorro enquanto esteve presa…
PHILIP SHAFER X DELTA AIRLINES
2002 Ashland (Estados Unidos)
O advogado Philip Shafer estava processando a Delta Airlines por ter lhe vendido um assento no avião ao lado de um homem gordo. Durante as duas horas do vôo entre New Orleans e Cincinnati, ele se sentiu “casado” com o rolha de poço, porque os dois ficaram unidos do joelho ao ombro.
Ele alegava que a Delta não lhe deu conforto, deixando-o “angustiado”. Seu pedido: 9 500 dólares.
POLÍCIA X EMPRESA TASER
2002 Madera (Estados Unidos) Vitória do réu
Para conter um suspeito nervosinho em sua viatura, a policial Marcy Noriega quis usar uma arma paralisante que inibe os movimentos com choques elétricos. Só que a infeliz se enganou, pegou sua arma de verdade e mandou bala no rapaz, que morreu na hora. A polícia da cidade pôs a culpa na empresa Taser, fabricante da pistola paralisante. Segundo os tiras, a arma de mentira parece muito com uma de verdade e “confunde” os policiais.
A Justiça inocentou a empresa. A arma paralisante pesa a metade de uma arma de verdade, tem um cano duas vezes maior e listras adesivas amarelas pra não ser confundida! Tweet
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quarta-feira, dezembro 01, 2010
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Indenizações no mínimo absurdas!
Stella Awards é um prêmio conferido anualmente aos casos mais bizarros
de processos judiciais nos Estados Unidos. O prêmio tem este nome em
homenagem a Stella Liebeck, que derrubou café quente no colo e
processou, com sucesso, o McDonald´s, recebendo quase 3 milhões de
dólares de indenização.
Desde então, o Stella Awards existe como uma instituição independente,
publicando - e "premiando" - os casos de maior abuso do já folclórico
sistema legal norte-americano.
Os vencedores foram:
6º. Lugar (empatado): Kathleen Robertson, de Austin, Texas, recebeu
780.000,00 US$ de indenização de uma loja de móveis, por ter tropeçado
numa criancinha que corria solta pela loja e quebrado o tornozelo. Até
aí, quase compreensível, se a criança descontrolada em questão não fosse
o próprio filho da sra. Robertson.
5o. lugar (empatado): Terrence Dickinson, de Bristol, Pennsylvania,
estava saindo pela garagem de uma casa que tinha acabado de roubar. Ele
não conseguiu abrir a porta da garagem, porque a automação estava com
defeito. Não conseguiu entrar de volta na casa porque a porta já tinha
fechado por dentro. A família estava de férias e o sr. Dickinson ficou
trancado na garagem por oito dias, comendo ração de cachorro e bebendo
pepsi de um engradado que encontrou por ali. Ele processou o
proprietário da casa, alegando que a situação lhe causou profunda
angústia mental. Recebeu 500.000, 00 US$.
4º. Lugar: Jerry Williams, de Little Rock, Arkansas, foi indenizado com
14.500,00 US$, mais despesas médias, depois de ter sido mordido na bunda
pelo beagle do vizinho. O cachorro estava na coleira, do outro lado da
cerca, mas ainda assim reagiu com violência quando o Sr. Williams pulou
a cerca e atirou repetidamente contra ele com uma espingardinha de chumbo.
3º. Lugar: Um restaurante na Filadélfia foi condenado a pagar 113.500,00
US$ de indenização a Amber Carson, de Lancaster, Pennsylvania, após ela
ter escorregado e quebrado o cóccix. O chão estava molhado porque,
segundos antes, a própria Amber Carson havia atirado um copo de
refrigerante no seu namorado, durante uma discussão.
2º. Lugar: Kara Walton, de Claymont, Delaware, processou o proprietário
de uma casa noturna da cidade vizinha, por ter caído da janela do
banheiro quebrado os dois dentes da frente. Ela estava tentando escapar
do bar sem ter que pagar o couvert (de 3,50 US$). Recebeu 12.000,00 US$,
mais despesas dentárias.
1º. Lugar: o grande vencedor do ano foi o sr. Merv Grazinski, de
Oklahoma Cty, Oklahoma. O Sr. Grazinski havia recém comprado um
Motorhome Winnebago Automático e estava voltando sozinho de um jogo de
futebol, realizado em outra cidade. Na estrada, ele marcou o piloto
automático do carro para 100 km/h, abandonou o banco do motorista e foi
para a traseira do veículo preparar um café. Quase como era de se
esperar, o veículo saiu da estrada, bateu e capotou. O sr. Grazinski
processou a Winnebago por não explicar no manual que o piloto automático
não permitia que o motorista abandonasse a direção. O júri concedeu a
indenização de 1.750.000,00 US$, mais um novo Motorhome Winnebago . A
companhia mudou todos os manuais de proprietário a partir deste
processo, para o caso de algum outro retardado mental comprar seus carros.
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Curiosidades,
Direito
'Alguns choravam', diz pastor que negociou rendição de traficantes
Do Último Segundo
Evangélico que acompanhou líder do AfroReggae no Complexo do Alemão defende anistia como forma de resolver confrontos no Rio
Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 01/12/2010 04:51
Na véspera da invasão da polícia ao Complexo do Alemão, um grupo de cinco pessoas da ONG AfroReggae decidiu subir o conjunto de 14 favelas na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tentar convencer os traficantes a se entregarem. Liderados pelo diretor-executivo da organização, José Junior, eles argumentaram que a polícia venceria um possível confronto e que inocentes seriam as maiores vítimas. Ao lado de Junior estava um dos coordenadores da área social da entidade, Rogério Menezes, respeitado por traficantes, viciados e detentos do sistema penitenciário do Estado.
Evangelizador da Assembleia de Deus, Rogério é chamado de pastor. Em meio à negociação com os criminosos, no sábado (27), José Junior recorria ao Twitter para mandar informações em tempo real. "Pastor Rogério é o cara que mais salvou vidas que eu conheço. Muitas, inclusive, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Homem de Deus", escreveu o líder do AfroReggae na ocasião.
ciado, pastor Rogério admite que já traficou drogas, pegou em armas e cometeu crimes. Foi preso. Sobreviveu a duas overdoses de cocaína, até receber um "sinal" e "ser salvo por Jesus". Hoje, ele diz que sua vida pregressa o permite compreender o que passa pela cabeça de criminosos e apresentar argumentos para tirar muitos da marginalidade. "Já salvei uns 300 que estavam amarrados para morrer", garante. Sobre a ação de retomada do Complexo do Alemão pelo Estado, o pastor diz acreditar "que a intenção foi uma das melhores". Segundo ele, "o governador tem feito um trabalho muito bom". Contudo, o religioso defende que somente uma anistia aos traficantes será capaz de pôr fim à ameaça de guerra no Rio. "Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares e pela Justiça."
A seguir, leia mais sobre o que pensa o pastor.
iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?
Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava "pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?". Eu respondia: "Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá". Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: "Deus está nos mandando ir".
iG: O que o senhor pensava naquele momento?
Rogério Menezes - Pelas informações divulgadas pelas autoridades, havia ali mais de mil pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir... Eu só pensava nisso.
iG: Como vocês chegaram até os traficantes?
Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.
iG: E como foi a conversa?
Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam "pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?" O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.
iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?
Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: "Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?" Respondi: "Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer."
iG: E qual foi a reação?
Rogério Menezes – Muitos deles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.
iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?
Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.
iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?
Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamarem no canto e se abrirem para mim e para o José Junior. Teve gente que chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquelas pessoas, ainda que a polícia entrasse.
iG: Nesse grupo havia chefes do tráfico?
Rogério Menezes – Positivo. Mas não vou falar disso em detalhes. Meu trabalho é religioso e eles confiam em mim. Quero apenas afirmar que eles não queriam guerra.
iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?
Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.
iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?
Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam "pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos".
iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?
Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.
iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?
Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.
iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?
Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.
iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?
Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia "pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim". Eu dizia, "rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade".
iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?
Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: "quer se entregar comigo?", perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível. Tweet
Evangélico que acompanhou líder do AfroReggae no Complexo do Alemão defende anistia como forma de resolver confrontos no Rio
Flávia Salme, iG Rio de Janeiro | 01/12/2010 04:51
Na véspera da invasão da polícia ao Complexo do Alemão, um grupo de cinco pessoas da ONG AfroReggae decidiu subir o conjunto de 14 favelas na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, e tentar convencer os traficantes a se entregarem. Liderados pelo diretor-executivo da organização, José Junior, eles argumentaram que a polícia venceria um possível confronto e que inocentes seriam as maiores vítimas. Ao lado de Junior estava um dos coordenadores da área social da entidade, Rogério Menezes, respeitado por traficantes, viciados e detentos do sistema penitenciário do Estado.
Evangelizador da Assembleia de Deus, Rogério é chamado de pastor. Em meio à negociação com os criminosos, no sábado (27), José Junior recorria ao Twitter para mandar informações em tempo real. "Pastor Rogério é o cara que mais salvou vidas que eu conheço. Muitas, inclusive, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Homem de Deus", escreveu o líder do AfroReggae na ocasião.
ciado, pastor Rogério admite que já traficou drogas, pegou em armas e cometeu crimes. Foi preso. Sobreviveu a duas overdoses de cocaína, até receber um "sinal" e "ser salvo por Jesus". Hoje, ele diz que sua vida pregressa o permite compreender o que passa pela cabeça de criminosos e apresentar argumentos para tirar muitos da marginalidade. "Já salvei uns 300 que estavam amarrados para morrer", garante. Sobre a ação de retomada do Complexo do Alemão pelo Estado, o pastor diz acreditar "que a intenção foi uma das melhores". Segundo ele, "o governador tem feito um trabalho muito bom". Contudo, o religioso defende que somente uma anistia aos traficantes será capaz de pôr fim à ameaça de guerra no Rio. "Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares e pela Justiça."
A seguir, leia mais sobre o que pensa o pastor.
iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?
Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava "pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?". Eu respondia: "Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá". Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: "Deus está nos mandando ir".
iG: O que o senhor pensava naquele momento?
Rogério Menezes - Pelas informações divulgadas pelas autoridades, havia ali mais de mil pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir... Eu só pensava nisso.
iG: Como vocês chegaram até os traficantes?
Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.
iG: E como foi a conversa?
Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam "pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?" O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.
iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?
Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: "Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?" Respondi: "Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer."
iG: E qual foi a reação?
Rogério Menezes – Muitos deles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.
iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?
Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.
iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?
Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamarem no canto e se abrirem para mim e para o José Junior. Teve gente que chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquelas pessoas, ainda que a polícia entrasse.
iG: Nesse grupo havia chefes do tráfico?
Rogério Menezes – Positivo. Mas não vou falar disso em detalhes. Meu trabalho é religioso e eles confiam em mim. Quero apenas afirmar que eles não queriam guerra.
iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?
Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.
iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?
Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam "pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos".
iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?
Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.
iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?
Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.
iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?
Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.
iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?
Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia "pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim". Eu dizia, "rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade".
iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?
Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: "quer se entregar comigo?", perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível. Tweet
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Entorno de Natal cresce mais que capital do RN
Dados revelados pelo IBGE demonstram que os municípios vizinhos a Natal crescem bem mais que a capital potiguar.
Desde o último censo, em 2000, o Brasil cresceu 12,33%, passando de 169.799.170 para 190.732.694 habitantes.
O crescimento do RN foi de 14,09%, passando de 2.776.782 para 3.168.133 habitantes.
Já a cidade de Natal, capital potiguar, cresceu abaixo da média do Estado, passando de 712.317 para 803.811 habitantes. Um crescimento de 12,84%.
Extremoz cresceu 25,34%.
São Gonçalo do Amarante aumentou 26,31%.
Macaíba 26,70%.
Parnamirim, por sua vez, cresceu incríveis 62,33%, passando de 124.690 para 202.413 habitantes. Tweet
Desde o último censo, em 2000, o Brasil cresceu 12,33%, passando de 169.799.170 para 190.732.694 habitantes.
O crescimento do RN foi de 14,09%, passando de 2.776.782 para 3.168.133 habitantes.
Já a cidade de Natal, capital potiguar, cresceu abaixo da média do Estado, passando de 712.317 para 803.811 habitantes. Um crescimento de 12,84%.
Extremoz cresceu 25,34%.
São Gonçalo do Amarante aumentou 26,31%.
Macaíba 26,70%.
Parnamirim, por sua vez, cresceu incríveis 62,33%, passando de 124.690 para 202.413 habitantes. Tweet
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Enquanto isso, os pobres mortais...
Deu na coluna Radar On-line
Todo cuidado é pouco
O Complexo do Alemão foi ocupado, mas todo cuidado é pouco: desde a semana passada, os três edifícios que abrigam a Globo no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro (dois na rua Jardim Botânico e o prédio-sede da rua Lopes Quintas, onde fica o alto comando da emissora), contam com um carro de polícia dando-lhes proteção.
Já foi pior: na quinta-feira passada, além do carro da polícia, havia três policiaiis com metralhadoras em punho.
Por Lauro Jardim
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Já foi pior: na quinta-feira passada, além do carro da polícia, havia três policiaiis com metralhadoras em punho.
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Caos na educação
Deu na coluna Radar On-line
Estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria comparando o Brasil a outros onze países, como os demais Bric, África do Sul, México, Colômbia e Chile, traduz em números a difícil situação da educação no país.
O Brasil ficou em nono lugar no quesito qualidade do ensino. É o último colocado no desempenho dos estudantes em matemática, o penúltimo em ciências e o nono em leitura. A educação, área considerada estratégica para elevar a competitividade do país, será um dos temas debatidos no encontro nacional da indústria nesta semana, em São Paulo.
Por Lauro Jardim
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O Brasil ficou em nono lugar no quesito qualidade do ensino. É o último colocado no desempenho dos estudantes em matemática, o penúltimo em ciências e o nono em leitura. A educação, área considerada estratégica para elevar a competitividade do país, será um dos temas debatidos no encontro nacional da indústria nesta semana, em São Paulo.
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Juiz proíbe governos de fazerem festas; Saúde é priorizada
Deu no Blog de Carlos Santos
- O juiz federal José Eduardo de Melo Vilar Filho, titular da 6ª Vara Federal, determinou adoção de medidas que solucionem, de forma definitiva, a problemática da fila de espera para as cirurgias ortopédicas de alta complexidade no Hospital Universitário Walter Cantídio e Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
Caso os pacientes não sejam atendidos dentro de um prazo final de 36 meses, o juiz deve estabelecer a proibição de festas e shows promovidos pela União, Estado do Ceará e Município de Fortaleza.
De acordo com o juiz, a sentença inicial prevê, no caso de descumprimento da determinação, multa diária no valor de R$ 10 mil à União, ao Estado do Ceará e ao Município de Fortaleza. Decorridos 20 dias de descumprimento, estabelece proibição de veiculação de propagandas institucionais, até a adequação da fila.
Caso o descumprimento permanecer por 30 dias, a partir daí, será proibida a realização de festas e show.
“A espera imposta aos pacientes não lhes permite uma vida digna e saudável, na medida em que aqueles enfermos encontram-se, no mais das vezes, incapacitados para o trabalho e para as atividades cotidianas”, defendeu o juiz.
Veja mais detalhes e íntegra de decisão clicando AQUI.
Nota do Blog - Ainda temos juízes no Brasil. Amém.
A política do "pão e circo" tão difundida desde a antiguidade, continua prevalescendo, transformando a massa-gente em gado abolhado e inconsciente.
Virão aí as festas de final de ano, depois carnaval, festejos de padroeiros etc. E, ao mesmo tempo, a choradeira de governadores e prefeitos, reclamando da falta de recursos.
Dinheiro tem demais. Falta mesmo é priorizar o ser humano em suas necessidades básicas.
Roubem um pouco menos que já melhora 100%.
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domingo, 28 de novembro de 2010
No enredo do Rio, o protagonista é um sujeito oculto
Do Blog do Josias
Marcelo Jesus/UOL
Sempre que contrariado, o crime mostra a cara. A bandidagem migra dos subterrâneos para os refletores. Em São Paulo, o PCC. No Rio, o Comando Vermelho.
Atacam instalações policiais, promovem arrastões, incendeiam veículos, atiram a esmo, afrontam as forças do Estado.
Há uma semana, um desses surtos de visibilidade voluntária dos criminosos convulsiona a (a)normalidade carioca.
A novela se repete. Os criminosos deixam o núcleo de figurantes do mal, roubam a cena e viram estrelas no ‘Jornal Nacional’.
Conforme já realçado aqui em capítulos anteriores, sob o enredo de violência pulsa um personagem invisível, bem-nascido e narigudo.
O mercado da droga, base da criminalidade, se pauta pela lei da oferta e da procura, não pelas normas do Código Penal.
Nesse mercado, o principal produto levado pelos criminosos à gôndola é a cocaína. Coisa cara, acessível apenas aos melhores bolsos.
Pois bem. Se se vende cocaína no Brasil, é porque há quem a aspire. Se se vende muita cocaína, é porque há quem a sorva em grandes quantidades.
Neste sábado (27), começou a circular no Rio um adesivo mimoso: “I Love Rio” (o amor é representado por um coraçãozinho).
Os portadores da mensagem aplaudem a presença dos tanques das Forças Armadas na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.
Falam das quadrilhas de Elias Maluco e de Marcinho VP com ira inaudita. simultanemanete, erguem barricadas de silêncio em torno do sujeito oculto.
A elite carioca se une contra o tráfico do morro. Mas consome a cocaína que financia o armamento pesado da criminalidade.
O nariz invisível não está na favela. Ele empina suas narinas em ambientes mais sofisticados: coxias de shows, camarins de desfiles, redações de jornal...
Entre uma cafungada e outra, Armanis e Versaces, reunidos nas coberturas chiques da Zona Sul, se dizem chocados com a onda de violência.
A guerra ao narcotráfico rende imagens plásticas e boas manchetes. Mas será infrutífera enquanto os holofotes não iluminarem o sujeito oculto.
Visto como culpado inocente –ou inocente culpado—, o nariz que cheira nas grandes metrópoles é, em verdade, cúmplice da mão que segura a metralladora no morro.
Vencida a barreira da hipocrisia, pode-se encarar o problema a sério. A repressão é a parte mais óbvia da solução.
Um descalabro de décadas não se resolve do dia pra noite. Além de acionar os tanques, será preciso limpar a polícia e humanizar os presídios.
De resto, deve-se prover trabalho à mão de obra que serve ao tráfico e potencializar a estratégia que injeta Estado em comunidades dominadas pelo crime.
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sábado, 27 de novembro de 2010
Glorioso
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Pessoas de classe social inferior têm melhor desempenho ao interpretar emoções
Classe baixa reconhece melhor emoções alheias
A inspiração para a pesquisa surgiu quando os cientistas perceberam que, para pessoas de classes baixas, o sucesso depende mais em quanto eles podem contar com outros indivíduos – por exemplo, alguém que não pode pagar uma creche precisa confiar nos vizinhos para cuidar de seus filhos.
O experimento incluiu testes de percepção através de imagens de rostos com diferentes emoções. Os resultados mostraram que as pessoas de classe social baixa se saíram melhor do que as de classe alta. Segundo os pesquisadores, a explicação pode estar no fato de que pessoas mais socialmente favorecidas conseguem resolver maior parte de seus problemas sozinhas, sem precisar depender dos outros. Além disso, a pesquisa também revelou que, quando as pessoas se sentiam num nível social inferior, as pessoas tinham melhor desempenho ao interpretar emoções alheias. Isso mostra que não é a classe social em si que determina a atuação das pessoas, mas sim o contexto em que elas estão em dado momento. Tweet
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Blog de Thaisa Galvão: Cantora Ana Paula Valadão fala ao Blog antes do show de amanhã em Natal
DIANTE DO TRONO
Fenômeno gospel internacional, a banda "Diante do Trono", estrelada pela cantoraPaula Valadão, volta a Natal depois de 5 anos.
Entre as muitas apresentações no Brasil e no exterior, a banda evangélica sensação do momento conseguiu espaço na agenda para fazer show em Natal nesta sexta-feira.
A banda que é mineira, tem 13 anos de história e já vendeu mais de 10 milhões de CDs e 2 milhões de DVDs, apresentará no Vila Folia, a partir das 20 horas, o show do Ministério de Louvor.
E a pastora super star Ana Paula Valadão respondeu a perguntas do Blog, antes de desembarcar em Natal.
Thaisa Galvão - Como vocêavalia o crescimento da musica evangélica no país?
Ana Paula Valadão - A música evangélica está crescendo em tudo. Em qualidade musical e, principalmente, em alcance de pessoas. Acho que o brasileiro em geral está quebrando o preconceito sobre o que é ser evangélico, e as músicas estão chegando mais na vida das pessoas. Rádios seculares estão começando a tocar a gente. Programas de TV estão levando artistas gospel, e até trilha de novela já usou música evangélica. Coisas inimagináveis algum tempo atrás. Acredito que a musica evangélica está saindo do "gueto" e chegando ao "main stream", ao reconhecimento da sociedade como uma arte bonita, relevante, e mais do que isso, uma expressão sincera do nosso povo.
Thaisa - Diante do Trono tornou-se sucesso, seja no âmbito espiritual, seja nos eventos lotados, seja por meio dos CDs. O que isso provoca em você?
Ana Paula - Como cristã, minha maior luta é para manter o coração no lugar,
lembrando que a grande estrela é Cristo. O mais importante não sou eu, mas a mensagem, e é isso que pode tocar e fazer diferença na vida das pessoas. Com equilíbrio, tenho conseguido curtir essa multidão que comparece aos shows, que canta tudo junto com a gente, que participa com o coração.
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Vida Cristã
Governo já estuda corte de R$ 45 bi em 2011
Deu em O Globo
Para fechar as contas ano que vem, aperto precisará ser maior do que os R$ 20 bilhões admitidos por Mantega
Cristiane Jungblut e Martha Beck
O governo de Dilma Rousseff terá que apertar muito o cinto se quiser pôr em prática o discurso de austeridade fiscal pregado por sua equipe econômica.
Embora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já fale publicamente em cortar R$ 20 bilhões no Orçamento, os cálculos dos técnicos indicam que esse valor terá que ser muito maior — pelo menos R$ 45 bilhões — para que o governo feche as contas em 2011.
Essa meta, de um esforço fiscal de cerca de R$ 45 bilhões, foi discutida ontem, em reunião da atual e futura equipes com representantes do Congresso responsáveis pela elaboração do Orçamento.
A primeira medida será promover um chamado "corte virtual" na proposta do Orçamento da União para 2011, em discussão no Congresso, com propostas de novas despesas que chegam a R$ 20 bilhões.
Esse "corte virtual" consiste, na verdade, em impedir que sejam aprovados esses projetos, com reajuste de grande impacto financeiro. Entre eles está o aumento para os servidores do Poder Judiciário, que aumentaria os gastos em R$ 7 bilhões.
No caso do salário mínimo, a equipe econômica avisou que aceita, como teto, R$ 550, com impacto de R$ 3,4 bilhões além do já previsto no Orçamento (R$ 538).
O governo aceitara anteriormente um aumento para R$ 560. Os R$ 580 reivindicados pelas centrais sindicais representariam uma receita extra de R$ 12 bilhões.
Ao deter as pressões sobre o valor do mínimo, o governo também reduz o rombo provocado pelo reajuste que será dado aos aposentados que ganham acima do piso. A proposta é que seja dado a eles 80% do que for dado ao mínimo.
O governo também recuou na ideia de já garantir no Orçamento um reajuste para o Bolsa Família, como pedira Dilma. A ideia, segundo interlocutores do governo, é conceder um reajuste ao longo de 2011, mas não agora.
Assim, não seria autorizada agora a verba extra de R$ 1 bilhão que já havia sido reservada para a ampliação do programa. Tweet
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Economia
Justiça suspende cobrança de taxa de estacionamento para funcionários do Mossoró West Shopping
Deu no Jornal de Fato
MAGNOS ALVES
Da Redação
O juiz da Primeira Vara do Trabalho de Mossoró, Carlito Antônio da Cruz, suspendeu a cobrança de taxa de estacionamento dos empregados das empresas que mantêm atividade no Mossoró West Shopping (MWS).
A medida do juiz Carlito Antônio da Cruz atende aos pedidos realizados em ação civil pública pela Procuradoria do Trabalho de Mossoró, que sustentava que o acesso dos trabalhadores ao estacionamento deveria ser gratuito, uma vez que o local onde o condomínio comercial está instalado não é servido adequadamente por transporte público, fato que leva os trabalhadores a irem ao seu local de trabalho em veículo próprio.
A Procuradoria também sustentou que a taxa de estacionamento não era cobrada inicialmente e que sua cobrança, após anos de isenção, feriria os princípios da boa fé e segurança jurídica, ainda mais quando os trabalhadores que ganham, na sua maioria, um salário mínimo, se viam obrigados a mensalmente, gastar o valor correspondente a uma cesta básica com o custeio do acesso ao estacionamento.
Para o Procurador do Trabalho, Rosivaldo da Cunha Oliveira, a decisão liminar reconhece direito claro e evidente, uma vez que o trabalhador precisa do acesso ao estacionamento para que possa chegar ao seu local de trabalho e exercer sua atividade. O acesso ao estacionamento estaria inserido na relação contratual trabalhista como um dever do empregador.
Doutra ponta, para o Procurador do Trabalho a cobrança seria ilegal porque se, de um lado, para os lojistas, estes se beneficiam pela não-concessão de vales-transporte, porque seus empregados se deslocam até o trabalho em veículo próprio, por outro, o shopping aumenta seu faturamento cobrando taxa alterando situação benéfica fixada aos trabalhadores, afrontando o art. 468 caput da CLT.
A decisão foi publicada no último dia 3 de novembro, "mas o MWS só suspendeu a cobrança no dia 19 do mesmo mês", informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Mossoró e Região (SECOM), Raimunda Soares. Dessa forma, o MWS estaria sujeito à multa - de R$ 5 mil por cada cobrança indevida - prevista na decisão liminar.
Raimunda Soares informou que o MWS cobrava R$ 1 por carro e R$ 0,50 por moto que estacionasse transportando funcionários. "A decisão é liminar e uma audiência foi marcada para o dia 30 (de novembro) para resolver essa questão", observou a sindicalista.
A direção do MWS não se pronunciou até o fechamento desta edição. Tweet
MAGNOS ALVES
Da Redação
O juiz da Primeira Vara do Trabalho de Mossoró, Carlito Antônio da Cruz, suspendeu a cobrança de taxa de estacionamento dos empregados das empresas que mantêm atividade no Mossoró West Shopping (MWS).
A medida do juiz Carlito Antônio da Cruz atende aos pedidos realizados em ação civil pública pela Procuradoria do Trabalho de Mossoró, que sustentava que o acesso dos trabalhadores ao estacionamento deveria ser gratuito, uma vez que o local onde o condomínio comercial está instalado não é servido adequadamente por transporte público, fato que leva os trabalhadores a irem ao seu local de trabalho em veículo próprio.
A Procuradoria também sustentou que a taxa de estacionamento não era cobrada inicialmente e que sua cobrança, após anos de isenção, feriria os princípios da boa fé e segurança jurídica, ainda mais quando os trabalhadores que ganham, na sua maioria, um salário mínimo, se viam obrigados a mensalmente, gastar o valor correspondente a uma cesta básica com o custeio do acesso ao estacionamento.
Para o Procurador do Trabalho, Rosivaldo da Cunha Oliveira, a decisão liminar reconhece direito claro e evidente, uma vez que o trabalhador precisa do acesso ao estacionamento para que possa chegar ao seu local de trabalho e exercer sua atividade. O acesso ao estacionamento estaria inserido na relação contratual trabalhista como um dever do empregador.
Doutra ponta, para o Procurador do Trabalho a cobrança seria ilegal porque se, de um lado, para os lojistas, estes se beneficiam pela não-concessão de vales-transporte, porque seus empregados se deslocam até o trabalho em veículo próprio, por outro, o shopping aumenta seu faturamento cobrando taxa alterando situação benéfica fixada aos trabalhadores, afrontando o art. 468 caput da CLT.
A decisão foi publicada no último dia 3 de novembro, "mas o MWS só suspendeu a cobrança no dia 19 do mesmo mês", informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Mossoró e Região (SECOM), Raimunda Soares. Dessa forma, o MWS estaria sujeito à multa - de R$ 5 mil por cada cobrança indevida - prevista na decisão liminar.
Raimunda Soares informou que o MWS cobrava R$ 1 por carro e R$ 0,50 por moto que estacionasse transportando funcionários. "A decisão é liminar e uma audiência foi marcada para o dia 30 (de novembro) para resolver essa questão", observou a sindicalista.
A direção do MWS não se pronunciou até o fechamento desta edição. Tweet
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sexta-feira, novembro 26, 2010
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FHC diz ser 'impossível' não haver regulação da mídia, mas critica controle de conteúdo
Da Folha.com
UIRÁ MACHADO
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta sexta-feira que é "impossível" não haver regulação da mídia no que diz respeito aos meios de difusão, mas destacou que o controle do conteúdo é contrário ao espírito da democracia.
Para FHC, porém, a discussão sobre o tema precisa demorar "muito tempo". Não deve, diz ele, ser colocada "goela abaixo" do Congresso e do país.
o debate atual, existe uma certa confusão. Estamos misturando a necessidade eventual da organização dos meios de difusão, inclusive por causa das novas tecnologias e da convergência entre plataformas, que requerem alguma regulação, com aquilo que não requer regulação, que é o conteúdo", afirmou. "Por outro lado, é impossível não haver regulação no que diz respeito aos meios de difusão."
FHC participou nesta manhã do segundo dia do seminário "Cultura de Liberdade de Imprensa", promovido pela TV Cultura. Em sua palestra, criticou a atual situação das agências reguladoras, introduzidas no Brasil durante o seu governo.
Segundo o ex-presidente, as agências estão sendo "minadas em termos de confiabilidade" por causa da "ingerência política", com a indicação de "pessoas de partido" para cargos relevantes.
De acordo com FHC, a queda de confiabilidade das agências faz com que o debate sobre regulação de concessões seja eivado de desconfiança.
Além disso, diz o ex-presidente, a proposta nasce neste governo no local errado. Para FHC, deveria vir do Ministério das Comunicações, e não da Secretaria de Comunicação Social, que é "um âmbito político". Tweet
UIRÁ MACHADO
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta sexta-feira que é "impossível" não haver regulação da mídia no que diz respeito aos meios de difusão, mas destacou que o controle do conteúdo é contrário ao espírito da democracia.
Para FHC, porém, a discussão sobre o tema precisa demorar "muito tempo". Não deve, diz ele, ser colocada "goela abaixo" do Congresso e do país.
o debate atual, existe uma certa confusão. Estamos misturando a necessidade eventual da organização dos meios de difusão, inclusive por causa das novas tecnologias e da convergência entre plataformas, que requerem alguma regulação, com aquilo que não requer regulação, que é o conteúdo", afirmou. "Por outro lado, é impossível não haver regulação no que diz respeito aos meios de difusão."
FHC participou nesta manhã do segundo dia do seminário "Cultura de Liberdade de Imprensa", promovido pela TV Cultura. Em sua palestra, criticou a atual situação das agências reguladoras, introduzidas no Brasil durante o seu governo.
Segundo o ex-presidente, as agências estão sendo "minadas em termos de confiabilidade" por causa da "ingerência política", com a indicação de "pessoas de partido" para cargos relevantes.
De acordo com FHC, a queda de confiabilidade das agências faz com que o debate sobre regulação de concessões seja eivado de desconfiança.
Além disso, diz o ex-presidente, a proposta nasce neste governo no local errado. Para FHC, deveria vir do Ministério das Comunicações, e não da Secretaria de Comunicação Social, que é "um âmbito político". Tweet
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Norteriograndense de Caicó eleito primeiro suplente de senador no Mato Grosso
O policial rodoviário federal José Antonio Medeiros (PPS) foi eleito primeiro suplente do senador Pedro Taques (PDT) nas eleições de 2010.
Ele tem 40 anos e é natural de Caicó/RN.
Medeiros começou as eleições de 2010 como candidato a deputado federal, sendo depois levado à condição de primeiro suplente de senador. Tweet
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Dilma recusa convite para ver Obama antes da posse
Deu no blog do Josias
Convidada por Barack Obama para uma conversa em Washington, Dilma Rousseff disse “não”.
Coube ao petista Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, dar publicidade à decisão. Explicou-a de modo singelo: “Foi um problema de agenda”.
O convite de Obama a Dilma havia sido transmitido pelo embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon.
O presidente americano esperava recepcionar Dilma em Washington ainda em dezembro.
A chamada guerra cambial estava entre os temas que iriam à mesa. Marco Aurélio não esclareceu se Dilma irá à Casa Branca depois da posse.
Há, de resto, a perspectiva de que Obama venha ao Brasil no primeiro semestre de 2011.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Natal no caminho da roça e do desrespeito
Deu no FatorRRH
É, talvez a gente esteja treinando mesmo para voltar pra roça.
Lá é muito mais organizado do que em Natal, com os secretários da Prefeitura - todos eles - cuidando de política e esquecendo das obrigações mais simples.
Se eu for Prefeito um dia - não serei por que não tenho votos - secretário sá falava a respeito da pasta.
Quem falasse de política sem a minha prévia autorização, botava pra fora.
Eu, Prefeito, fui eleito.
Assessor e secretário num tem voto.
Prefeita Micarla de Sousa, tá na hora de demitir essa cambada de incompetentes. Tweet
Ao tomar mais de 80% da calçada para fazer o seu stand, a obra aqui na rua Trairi cria um caminho da roça, uma trilha no meio do mato ou obriga o pedestre a descer para o meio da rua.
É, talvez a gente esteja treinando mesmo para voltar pra roça.
Lá é muito mais organizado do que em Natal, com os secretários da Prefeitura - todos eles - cuidando de política e esquecendo das obrigações mais simples.
Se eu for Prefeito um dia - não serei por que não tenho votos - secretário sá falava a respeito da pasta.
Quem falasse de política sem a minha prévia autorização, botava pra fora.
Eu, Prefeito, fui eleito.
Assessor e secretário num tem voto.
Prefeita Micarla de Sousa, tá na hora de demitir essa cambada de incompetentes. Tweet
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O Império da desordem
Deu no FatorRRH
Está instalado em Natal o Império da Desordem.
Aqui na rua Trairi, no trecho entre a Hermes da Fonseca e Mãe Luiza, um empresa se prepara para construir um edifício.
Limpou o terreno e deu início ao stand de vendas, se não estou enganado.
Só que, para isso, ao invés de recuar dentro do terreno, meteu uma parede - sim, uma parede - em cima da calçada, fincou estacas e colunas de concreto, acabando com a passagem dos pedestres.
Milhares de pessoas que passam diariamente por ali, agora terão que descer para o meio da rua se desejarem chegar em casa ou ao trabalho.
Deve ser assim: tem nada não, quem passa ali a pé é pobre, pode ser atropelado e derespeitado em seus mínimos direitos.
Enquanto isso, os secretários da Prefeitura adoram falar de política.
Acho que deve ser a Semurb a responsável pelo caos e a Prefeita Micarla de Sousa está levando a culpa total. Tweet
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quarta-feira, novembro 24, 2010
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